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LUA conquista Microsoft

      
Dos poços de petróleo ao lado lúdico dos videogames e jogos de computador. Estas são apenas duas áreas de abrangência da LUA, linguagem de programação criada nos laboratórios de Tecnologia em Computação Gráfica (TecGraf) da PUC-RIO (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Usada por grandes empresas, como a Petrobras e a Lucas Arts Entertainment, a LUA é, por enquanto, a única linguagem de programação da América Latina a integrar a plataforma .Net, da Microsoft .

A empresa de Bill Gates usa a .Net desde 2000 como estratégia de atuação na área de Internet. A plataforma visa integrar aplicações e dispositivos para serviços Web. Com o acordo da PUC-RIO, surgiu o projeto LUA.Net. Fechada em julho, a parceria, que foi fechada com a Microsoft Research nos Estados Unidos, tem duração de 12 meses e está recebendo uma verba de US$ 15.000. O projeto LUA.Net será conduzido e desenvolvido por uma equipe composta de quatro pessoas da TecGraf, os professores Roberto Ierusalimschy e Renato Cerqueira e dois alunos, ainda em processo de seleção. Eles vão trabalhar na adaptação do LUA à plataforma .Net.

O LUA surgiu em 1993, quando os professores do TecGraf, Waldemar Celes, Luis Henrique de Figueiredo e Roberto Ierusalimschy se depararam com problemas na linguagem de desenvolvimento que era utilizada para criar o software para a Petrobras. A companhia precisava de um software que detectasse a densidade das rochas em plataformas de perfuração de petróleo; em caso de uma maior resistência ela automaticamente aumentaria a potência da perfuração. Trabalhando no problema, o grupo acabou construindo uma linguagem, o LUA, que atendesse essa necessidade.

SOL e LUA - "No início de 1993, estávamos trabalhando numa linguagem chamada SOL, sendo a abreviação de Simple Objects Language. Como conseguimos desenvolver uma linguagem mais simples e eficiente que o SOL, resolvemos batizá-la com o nome LUA" - explicou Ierusalimschy. Com o sucesso da linguagem junto à Petrobras, outros grupos de pesquisa da PUC começaram a usar linguagem. Em pouco tempo, o LUA atravessava os portões da PUC-RIO e as fronteiras do Brasil, sendo adotado por programadores de todo o mundo no desenvolvimento de aplicativos.

A alta popularidade alcançada pelo LUA vem de uma receita simples e conhecida no mundo da informática: ser funcional e ter um canal aberto de comunicação com os seus criadores. Além disso, nos mesmos moldes do Linux, a linguagem é gratuita e disponibilizada para todos na Web (https://www.lua.org).

Hoje o LUA está na versão 4.01 e foi patenteada pela universidade, porém sem interesse comercial. Além da Petrobras, diversas outras empresas utilizam a linguagem como ferramenta de trabalho, entre elas a Petrobras; o INCOR (Instituto do Coração), que utilizou-a na criação do sistema de monitoramento de pacientes na UTI; a Microsoft, para o desenvolvimento de jogos para seu console Xbox; e a poderosa Lucas Arts Entertainment, empresa de entretenimento do cineasta e criador da série "Guerra nas Estrelas", George Lucas. Esta foi a primeira empresa internacional a usar a linguagem para criar jogos de computador, como por exemplo "Grim Fandango" e "Fuga da Ilha dos Macacos". Outros usuários são a BioWare, empresa canadense de entretenimento eletrônico e produtora do game MDK2 e a Fábrica Digital, que desenvolveu o gerenciador de conteúdo para Internet Publique!.

O diretor-presidente da Fábrica Digital, Bruno Lessa, descreve as razões pela qual escolheu a LUA: "A agilidade, flexibilidade e o rápido desenvolvimento que ele proporciona são características fundamentais da LUA, além disso ela pode ser usada tanto em um supercomputador como em um computador de mão."

Mas a linguagem desenvolvida na PUC-RIO foi principalmente adotada pelos criadores de jogos eletrônicos. "Na produção de um game, o desenvolvedor utiliza a LUA junto com outra linguagem de programação, como o C, que desenvolve o cenário, personagens e efeitos de realidade virtual. Já com a LUA programa-se o roteiro do jogo", explica o Prof. Ierusalimschy.

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