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Química na cabeça

      
Imagine um professor de química (ah, eu odeio química), com jeitão de cientista. Mais precisamente, um professor do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). E agora, imagine uma loura, com os cabelos pintados de lilás nas pontas, muito inteligente e expansiva, que anda com roupas recicladas chocantes. E a moça é artista plástica, designer formada na Universidade da Pensilvânia (EUA) e educadora artística pela Escola Guignard. Pois bem; aparentemente um personagem não tem nada a ver com outro, pois a química não pode interagir, não tem nada a ver com a arte. Pois não podia.
Desde o último dia 23 de julho, o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG está com o Química na Cabeça, um bar (que não é bar), totalmente feito de material reciclado, onde crianças e adultos são brindadas com aulas práticas de química, através de experimentos lúdicos. Não entendeu muito bem, né?
Explico: águida Zanol é a loura do cabelo lilás e Alfredo Luis Mateus é o professor, provavelmente sisudo, de Química da UFMG. E a união dos dois resultou num bar (que não é bar), mas tem até cardápio (de experimentos). O Química na Cabeça é um espaço que imita um grande bar, onde os monitores ficam atrás do balcão fazendo brincadeiras e experimentos divertidos, dentro de um concepção que une a parte artística com o aprendizado da matéria. Garrafas, lâmpadas, pets, cilindros de toner, tampas de embalagens, óleo de soja pigmentado, câmaras de pneus, chuveiros e tudo mais que a imaginação e o talento reciclam são usados para passar idéias, na prática, de química.
A curiosa união dos dois personagens começou logo depois do professor Alfredo Luis ter publicado, em dezembro do ano passado, pela editora UFMG, o livro Química na Cabeça, experiências espetaculares para você fazer em casa. O livro, na linha do faça você mesmo , propõe experimentos básicos que ajudam o aluno a compreender a mecânica da química, sempre buscando o lado mais simples. Com elementos que todos têm em casa, ou são fáceis de adquirir, como álcool, sal, açúcar, água e repolho roxo, dá para fazer um experimento , conta o professor Alfredo.
Depois do livro, ele foi convidado pela direção do museu para criar um espaço onde a química (tem também o de física e o de biologia) fosse ensinada para os alunos que fazem excursões ao museu. Daí nasceu a idéia de um lugar temático e de usar materiais reciclados. Foi aí que a designer águida Zanol, uma craque no uso desses materiais, entrou na história.
As cores recicláveis de cada um
Vermelho é plástico; amarelo é metal; verde é vidro e azul é papel. No Química na Cabeça os materiais reciclados têm essas cores predominantes para cada um desses elementos. Isso para ajudar a criançada (e também os adultos) a ter facilidade de identificar os tons dos pontos de entrega voluntário que recolhem material reciclável, sendo que as cores são normas internacionais.
? importante dizer que a idéia é ter o espaço sempre em mutação, com novidades, para torná-lo cada vez mais atrativo , explica águida Zanol. Para ser criativo, não precisa ser artista. Hoje, todos temos que usar a criatividade no dia a dia, para vivermos melhor. Por isso, como estamos provando aqui, até mesmo o aprendizado da química, uma matéria considerada um porre , pode ter seu lado criativo e divertido , avalia a artista.
Bem curiosos são os tubos, quatro colunas que vão do teto ao chão, feitas de malha com lycra, onde a pessoa entra e fecha o pano e mergulha nos materiais (vermelho, amarelo, verde ou azul). ? como uma imersão no lixo, o mesmo lixo que pode ser usado (reciclado) para tantas coisa úteis , explica Zanol.
No teto do bar (que não é bar) cerca de 200 garrafas pet, cortada e moldadas formam uma cadeia de átomos gigantes, com os elementos usados na fabricação do pet: carbono (preto), oxigênio (vermelho) e hidrogênio (branco). Dá ou não dá para aprender química desse jeito?
Serviço
O Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG fica na rua Gustavo da Silveira, 1035, no bairro Horto. Funciona de terça a sexta-feira, das 8h30 às 16h30, com pausa para almoço, das 11h30 às 13h. E aos sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 16h30, sem intervalos. O ingresso custa R$ 5, sendo que crianças com menos de cinco anos e pessoas com mais de 65 não pagam. Preços especiais para excursões escolares. Mais informações no 3467-1481 ou 3461-5805 (para excursões, com Simone, Cássia ou Kelma)


Fonte: Estado de Minas - Belo Horizonte, Alfredo Durães



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