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Secretário favorece empresa

      
O secretário estadual de Educação, William Campos, assinou no dia 5 deste mês, em papel timbrado do órgão que comanda, o ofício número 1.612 no qual recomenda os serviços da empresa Pragmática Consultoria em Recursos Humanos para escolas particulares do Rio. A carta foi enviada pela empresa a diretores de colégios, juntamente com um convite para uma palestra, que custaria cem reais por pessoa, e teria a presença do secretário. O evento, organizado pela Pragmática, foi desmarcado.
William conheceu os serviços da empresa em 2000, quando era coordenador de duas unidades do Colégio GPI. No ofício repassado pela Pragmática às escolas, o secretário ainda se apresenta como diretor da escola e faz referência ao diretor-presidente do Grupo GPI, Ayrton de Almeida.
? A Pragmática prestou serviço para o GPI durante um ano e dez meses, mas usaram meu nome e o do colégio sem a minha autorização ? disse Ayrton, que negou o fato de William ainda ser coordenador da escola. ? Ele está licenciado.
De acordo com William, quando ele assumiu a Secretaria de Educação em abril deste ano, pediu a Marcelo Barboza, diretor da Pragmática, que continuasse lhe dando consultoria gratuitamente. O secretário disse que enviou a carta à Pragmática e admitiu que foi um erro escrevê-la em forma de ofício. Afirmou ainda que não sabia da vinculação do documento ao evento da empresa.
? Fiz uma carta de agradecimento à empresa, que me ensinou muito sobre gestão. Eu me coloquei à disposição para palestras, mas foi um erro usarem meu nome para um evento pago ? disse William.
Diretor de empresa diz que houve erro
O diretor da Pragmática contou que a empresa nunca teve ligação com órgãos públicos e nega que tenha havido troca de favores.
? ? um procedimento normal pedirmos carta de referência às empresas para as quais trabalhamos. Foi um erro nosso não atentar para o detalhe de que a carta estava em papel timbrado. Tanto que o texto não se refere ao serviço prestado ao secretário e sim ao colégio onde ele trabalhava ? disse Marcelo.
William é professor de história, dirigiu o Instituto de Educação em 1999 e é filiado ao PT há 15 anos. Apesar dos problemas que enfrenta à frente da secretaria, como a falta de 26 mil professores, ele diz estar preocupado com a rede particular de ensino:
? Recomendei a empresa por achar que as as escolas particulares devem aprender sobre gestão para fugir de problemas como inadimplência. Eu me preocupo com isso porque, se a rede privada se esvaziar, a rede pública de ensino vai explodir.


Fonte: O Globo - Ediane Merola



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