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Projeto faz diagnóstico das águas do rio Paraibuna

      
Quatro alunos do curso de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordenados pelo professor Pedro José de Oliveira do Departamento de Geociências, devem concluir até o final de setembro um trabalho de pesquisa sobre a qualidade da água do rio Paraibuna ao longo da área urbana de Juiz de Fora, na Zona da Mata. O Paraibuna é o principal afluente do rio Paraíba do Sul no trecho mineiro. ? também o que recebe a maior carga de esgoto sem tratamento. Só em Juiz de Fora são lançados 921 litros de esgoto doméstico no curso d água por segundo. Por ano, o número chega a 28,6 milhões de metros cúbicos, além dos efluentes industriais também despejados no Paraibuna.
O projeto, executado já há um ano e meio, foi dividido em duas etapas. Na avaliação da qualidade da água não entra a análise de poluentes industriais. Na primeira fase, os alunos dividiram 40 quilômetros do rio em cinco pontos para a coleta de amostras. A análise é feita nos laboratórios da Cesama, companhia responsável pelo abastecimento e saneamento do município, que trabalha em parceria com os alunos. As coletas foram feitas a cada três meses e duas vezes em cada ponto. Além de se conhecer a qualidade da água do rio, o estudo vai auxiliar no planejamento de projetos, como construção de estações de tratamento, por exemplo.
O primeiro desses pontos fica no distrito de Dias Tavares, local onde a qualidade da água não foi alterada pelo esgoto e onde ainda é possível encontrar peixes e outras formas de vida aquática. Já o segundo está localizado próximo ao acesso para a represa João Penido, manancial que abastece a cidade. Neste local, segundo as pesquisas, os padrões de qualidade começam a cair, porque o rio recebe grande parte do esgoto produzido na Zona Norte e no distrito Industrial da cidade.
O terceiro ponto de coleta fica na ponte Arthur Bernardes, bem no centro de Juiz de Fora, onde quase a metade do esgoto doméstico da cidade é despejado in natura. Mas o pior trecho do rio constatado pelo levantamento fica na Vila Ideal, quarto ponto de coleta. Nesta área são lançados mais de 90% do esgoto doméstico sem nenhum tipo de tratamento. Neste trecho, a análise mostra que o nível de coliformes fecais por 100 mililitros de água chega a ser 16 vezes maior do que o tolerável.
Segundo o estudante Marcelo Latuf, integrante do projeto, é no inverno que a situação crítica nesse ponto fica mais visível, porque chove menos, o nível do rio diminui e, conseqüentemente, os dejetos orgânicos ficam mais expostos. Já no verão, com o período de chuva, o índice de poluição por coliformes fecais reduz para 4 mil por mililitros de água, graças ao aumento do volume do rio.


Fonte: Estado de Minas - Belo Horizonte, Marcelo Santos



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