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Austrália é o sonho dos jovens e EUA, o destino

      
O jovem brasileiro sonha em estudar na quente Austrália ou na desconhecida Nova Zelândia, mas acaba embarcando mesmo para o bom e velho Estados Unidos. Foi o que identificou a primeira pesquisa feita no País sobre o mercado de intercâmbio de estudantes com o exterior. Todo ano, 40 mil pessoas sãm do Brasil para estudar. Como já era esperado, o levantamento constatou que o objetivo da grande maioria são os cursos de inglês.
Por isso, entre os campeões de destino dos brasileiros estão apenas países de língua inglesa: Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Austrália. Fora eles, a Espanha aparece lá atrás, com apenas 2,9% dos estudantes. França e Itália não chegam a receber nem 1% dos jovens alunos que sãm do Brasil.
"Hoje em dia, muita gente chega dizendo que quer estudar na Austrália, mas já na primeira conversa começam os impedimentos", conta Norma Polimeni, diretora da Brazilian Education & Language Travel Association (Belta), responsável pela pesquisa. A entidade congrega empresas do chamado setor de educação internacional. O estudo, feito em abril, ouviu 85 das cerca de 100 agências existentes no País. Para Norma, a principal barreira aos estudos na Austrália é a referência das instituições de ensino, já consagradas nos Estados Unidos.
A Austrália aparece em primeiro lugar no interesse dos jovens, mas é a quarta colocada quando se fala em destino da viagem. "Pensava na Austrália como um Brasil melhorado, com praias, pessoas simpáticas, e ainda iria aprender inglês", conta Beatriz Moura, de 17 anos. Seus pais, porém, notaram que as aulas na high school (equivalente à escola de ensino médio) australiana sairiam mais caras que nos EUA e mudaram os rumos da viagem.
Beatriz acaba de voltar, satisfeita e saudosa, de uma temporada de um ano no Estado americano de Utah.
Divulgação - ? preciso, porém, pesquisar e analisar bem os interesses do estudante. Os cursos de inglês, em escolas ou universidades, podem sair mais baratos na Austrália, apesar de a passagem ser quase três vezes mais cara do que para Nova York, por exemplo. Além disso, o país tem se esforçado para deixar mais clara a qualidade das suas instituições de ensino.
"Os brasileiros começaram a perceber que a Austrália não é apenas a terra do canguru e do surfe", diz Eva Sonia Machlup, gerente-geral no Brasil da IDP Education Australia. A entidade chegou ao País há dois anos e meio para divulgar a educação australiana. Entre as áreas de maior destaque estão os estudos da biologia marinha, do meio ambiente, do turismo, do design, da multimídia, além dos cursos MBAs. Este mês, a embaixada do país e a IDP realizam um festival de cultura australiana para possíveis intercambistas em São Paulo, Campinas e Curitiba.
"Acho que será mais fácil a adaptação principalmente porque o país não é frio", diz Ronaldo Calipo, de 24 anos. De malas prontas para embarcar para um curso de inglês de seis meses na Austrália, ele ainda sonha em esticar a estada e fazer uma pós-graduação. Seus gastos para ficar fluente na língua serão de, no mínimo, 280 dólares australianos por semana.
No ano passado, 1.990 brasileiros retiraram vistos de estudante para o país - há dez anos eram apenas 20. No total, foram cerca de 3 mil estudantes em 2001, contando aqueles que sãm com visto de turista porque optam por cursos com até três meses de duração. Na opinião de Eva, pelas similaridades climáticas e culturais entre os dois países, é apenas uma questão de tempo para que a Austrália se firme como um dos líderes do intercâmbio no Brasil.
Otimistas estão também os profissionais de educação internacional. Na pesquisa, eles mostraram acreditar que o mercado deve crescer cerca de 30% nos próximos anos. A previsão leva em conta, inclusive, a queda nas vendas depois dos atentados aos Estados Unidos. "Não só ser fluente em inglês como também ter uma experiência de vida fora do País são fatos cada vez mais reconhecidos", justifica Norma.
O intercâmbio de estudantes começou timidamente no Brasil há cerca de 30 anos. Segundo a pesquisa, a média de idade das empresas consultadas é de 13 anos. De acordo com profissionais do setor - já que não há qualquer outro estudo para comparação -, a Inglaterra sempre esteve entre as mais procuradas pelos intercambistas. O país ficou ainda em primeiro lugar na preferência de quem trabalha com educação internacional, principalmente pela tradição do ensino e pela ausência da necessidade de visto.
Pegando carona na popularidade australiana, a vizinha Nova Zelândia também aparece entre os mais lembrados. Cerca de 20% dos estudantes se interessam pelo país e chegam às agências atraídos pela imagem de segurança e pelo baixo custo de vida. Mas apenas 6,3% deles optam realmente por estudar a 15 horas de avião de casa.


Fonte: >O Estado de S. Paulo - Renata Cafardo


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