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A TI nas instituições do Rio

      
Ferramenta que pode ser usada em educação a distância, sistemas logísticos e até telemedicina (cirurgia com auxílio de outros profissionais por meio da Internet), a Tecnologia da Informação - uso de recursos computacionais para processos de decisão ou comunicação - há muito deixou de ser apenas um modismo para tornar-se necessidade de empresas que querem se manter atualizadas. No Rio, instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) podem auxiliar companhias a desenvolver projetos na área.

O Centro de Referência de Inteligência Empresarial (Crie), da Coordenação de Programas de Pós-graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ), estuda, em parceria com a montadora de veículos Renault, um sistema batizado de Inteligência Competitiva. Uma equipe da Renault insere no software informações de interesse da empresa (novas tecnologias disponíveis no mercado, perfil dos compradores e dados de vendas), classificando-as por assunto. A partir daí, o programa distribui os dados para cada setor de interesse, que previamente determinou que informações poderiam servir-lhe.

Apesar de patrocinado pela Renault, o programa também será disponibilizado a outras grandes, médias e pequenas empresas. No caso da montadora, para estar sempre atenta às inovações e ao comportamento do mercado, a empresa organizará, com a ajuda do software, um departamento de controle e classificação dos dados. O sistema também ajudará na identificação do perfil do comprador brasileiro e de dados demográficos do País, para planejamento de estratégias de vendas.

"Já percebemos que a idade média do comprador de veículos brasileiros aumentou. Nosso objetivo, então, é buscar as informações sobre a clientela, tratá-las e distribuí-las para os diversos setores de uma corporação, de maneira personalizada para cada um deles", explica Marcos Cavalcanti, coordenador do projeto e professor de Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ.

Embora não revele números da parceria com a Renault, Cavalcanti diz que, para uma instituição como o Sebrã - que já demonstrou interesse pelo projeto -, o custo de implantação do Inteligência Competitiva é de, no mínimo, R$ 1,5 milhão, devido à exigência de um banco de dados volumoso. Em contrapartida, uma pequena ou média empresa, dependendo do perfil, vai gastar cerca de R$ 50 mil.

"Os valores variam de acordo com a quantidade e o tipo de informaçõe. Cerca de 70% das informações são públicas, contra 30% pagas. Há ainda o custo mensal de manutenção do sistema, que é de R$ 20 mil, em média. Mas é bom lembrar que, sozinha, a tecnologia não resolve os problemas de uma empresa. São as pessoas que fazem a diferença na companhia", enfatiza o professor da Coppe.

Em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras, o Laboratório de Engenharia de Algoritmos e Redes Neurais (Learn), da PUC-Rio, desenvolve ferramentas para tornar mais eficiente o transporte de óleos combustíveis dos dutos das refinarias aos portos de exportação. Os principais objetivos são minimizar o consumo de energia pelos sistemas de bombeamento, reduzir a possibilidade de mistura de diferentes óleos que passam pelos dutos e cumprir os prazos de entrega.

"Para isso, utilizamos uma técnica chamada programação inteira, já existente no mercado. Com o cruzamento das informações sobre as condições dos dutos e os objetivos visados, a técnica passa os dados para uma linguagem matemática. E, a partir dessa codificação, é possível, com um programa criado por nós, selecionar as soluções mais adequadas para cada objetivo, de acordo com aquelas condições de transporte", explica Eduardo Sany Laber, pesquisador do Learn. O programa - o Roteador e Seqüenciador de Bateladas (RSB) - estará concluído no final de novembro e, a princípio, poderia ser utilizado em qualquer rede de transporte.

Uenf de olho nos profissionais da área

Na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o Laboratório de Engenharia de Produção tem dois projetos em TI. Um deles, em parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campos e com a Coppe, monitora as categorias profissionais em TI do País.

"Por meio de bases de dados do Ministério do Trabalho, de pesquisas com ex-alunos de informática que estão no mercado e de classificados de jornais, identificamos as categorias de profissionais na área e quais as qualificações que precisam. Para as empresas, o estudo pode ser útil para elaborar ações de aperfeiçoamento dos funcionários. Conhecendo as qualificações que o mercado pede, as companhias ainda podem detectar se acompanham as mudanças ou estão ultrapassadas", explica Clevi
Rapkiewicz, coordenadora dos projetos, acrescentando que o trabalho será concluído ainda em setembro.

Em conjunto com o Cefet de Campos e o Laboratório de Química da própria universidade, a pesquisadora ainda coordena um projeto para a inclusão digital de professores e de alunos do ensino médio. Sua equipe desenvolve um site sobre Química Ambiental, que deverá estimular o uso da Internet inclusive entre aqueles que não dominam a rede. "A idéia é ampliar o projeto para a área de Física até o fim do ano. Como a TI já está presente na maioria das empresas, a formação de estudantes nessa área significará profissionais mais qualificados no futuro."

Fonte: Jornal do Commercio - Rio de Janeiro
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