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Funesa sofre processo de sucateamento

      
O vereador ?dson Magalhães denuncia que em Santana do Ipanema, município distante 204 quilômetros de Maceió, a unidade da Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa) atende com precariedade os mais de 600 alunos que freqüentam os dois únicos cursos oferecidos: Pedagogia e Zootecnia. Professores mal pagos e falta de laboratórios são apenas alguns dos problemas enfrentados pelos estudantes que batalham em busca de um curso superior. A situação não é diferente nas demais unidades da Funesa.

O vereador denuncia que os professores não receberam reajuste salarial (os salários já estiveram atrasados) e tampouco ajuda de custo para se deslocar de seus domicílios até a faculdade. "A maioria mora em outra cidade e acaba gastando o salário apenas em combustível com o pensamento voltado para manter os estudantes em sala de aula. Já houve até princípio de greve. Isso prova que o comprometimento com o ensino e o funcionamento da Funesa sofre com o descaso do governo estadual", comentou Magalhães.

O vereador informa que como os estudantes querem ver o funcionamento das faculdades, são obrigados a contribuir financeiramente com a direção para a manutenção dos cursos, mesmo com o mínimo de condições. Cada aluno desembolsa entre R$ 10,00 e R$ 15,00 para o pagamento das contas de água, luz, telefone e na compra de material que servirá para o andamento dos trabalhos, como papel e caneta.
Laboratório

Magalhães informa que desde que a Funesa em Santana do Ipanema foi construída, há oito anos, tem sido mantida graças ao trabalho do poder público local que investiu dinheiro nos cursos para o término do prédio da Funesa, abandonada pelo governo estadual. "São 23 municípios que usufruem da Funesa em Santana, sendo que vários alunos chegam de outros Estados como Pernambuco, Sergipe, Bahia e Paraíba. Se a estrutura parar de funcionar, onde estes jovens poderão cursar o nível superior?", indagou Magalhães. "O curso de Zootecnia sequer possui laboratório", declara. Ele afirma que o Diretório Central dos Estudantes da Funesa já comunicou que os recursos para a implantação do laboratório foram liberados pelo Ministério da Educação (MEC), mas não chegaram aos cofres da Funesa em Santana por causa de irregularidades na prestação de contas passadas.

No caso do curso de Pedagogia, a reclamação dos alunos é de que a biblioteca está ultrapassada, com livros velhos que não acompanharam o passar dos anos.
"A Funesa funciona por causa da garra dos professores, estudantes e poder público de Santana do Ipanema", declarou Magalhães. Problemas fazem parte do passado, diz diretor

Sucursal Arapiraca ? Em entrevista concedida à reportagem da GAZETA, o diretor-presidente da Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa), José Guedes, disse que a situação em Santana do Ipanema relatada pelo vereador ?dson Magalhães faz parte do passado da instituição. Ele argumentou que se os estudantes contribuem financeiramente com a Funesa, não é por obrigação.
"O alunado ajuda para pagar atividades extracurriculares. O governo do Estado participa na sobrevivência da Funesa, não está previsto na Constituição que o estudante deve ter tudo ao seu alcance, ele também precisa batalhar para conseguir os objetivos", declarou Guedes.

Em relação à ajuda de custo para os professores, que segundo denúncias não está sendo repassada, Guedes ressaltou que o custeio é sempre bem maior do que o salário dos professores. O presidente admitiu que as seis unidades da Funesa distribuídas nas cidades de Palmeira dos índios, Santana do Ipanema, União dos Palmares, São Miguel dos Campos e as duas unidades em Arapiraca, precisam passar por reformas, seja na estrutural ou de ordem curricular até o final do ano.

Apenas em Santana do Ipanema e Arapiraca a Funesa funciona em prédio próprio, situação não favorável para a construção de laboratórios e ofertas de mais comodidade para os estudantes.
"Vamos implantar novos cursos em Arapiraca, conseguir um prédio próprio em Palmeira e tentar até o próximo vestibular; legalizar as extensões dos cursos em União e São Miguel, para que novas turmas possam ser aceitas pela legislação", destacou o presidente.
Reclame
"Se no prédio próprio existe tanta dificuldade, imagine nos prédios de "favores" em que se localiza a Funesa. ? um absurdo", reclama o vereador de Santana do Ipanema, ?dson Magalhães (TM).

Fonte: Gazeta de Alagoas - Maceió
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