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Até quando tentar ser aprovado no vestibular?

      
Estudar os mesmos conteúdos várias vezes, ver os colegas entrando na faculdade e enfrentar a autocobrança de não ter de passar por isso de novo. Para não abandonar o sonho de seguir em determinada carreira ou de entrar em certa faculdade após algumas tentativas, o vestibulando tem de ter persistência e, acima de tudo, certeza de sua escolha.

Para saber se realmente vale a pena tentar por mais um ano o ingresso no curso escolhido, o estudante deve pesar outras possibilidades, como experimentar outra carreira e prestar vestibular em faculdades de outras cidades ou menos tradicionais.

Em medicina, por exemplo, é comum que estudantes levem três anos para a aprovação conseguir. Isso porque, diferentemente do que ocorre em outras carreiras, a disputa é acirrada mesmo nas faculdades menos tradicionais.

Rodrigo Castro, 20, que diz não agüentar mais fazer cursinho, pensou em desistir de medicina e tentar biomedicina ou arquitetura. Ao informar-se sobre outras carreiras, entretanto, percebeu que o que realmente queria era sua antiga escolha e tentará pela terceira vez entrar no curso. "Só faço vestibular em instituições gratuitas porque não posso pagar uma faculdade", disse ele, que chegou a ser aprovado em arquitetura no ano passado.

Após várias tentativas, é hora de reavaliar opção por curso

Depois de algum tempo tentando ser aprovado, é natural que o vestibulando tenha dúvidas sobre sua escolha. Antes de mudar de idéia, entretanto, ele deve procurar se informar sobre outras possibilidades de carreiras e faculdades e sobre seus desejos.

Segundo Norma Garbulho, orientadora vocacional da Unesp, o vestibulando deve tentar analisar por que deseja tanto determinada carreira. "Muitas vezes o jovem tem um sonho de infância baseado em uma visão fantasiosa da profissão. Ele deve se informar para saber se sua visão corresponde à realidade atual da carreira."

A pressão da família também pode ser o motivo da persistência. Esse foi o caso de Mônica da Silva Rodriguês, 20, que em seu primeiro ano de cursinho tentou medicina, segundo ela por pressão dos pais. Em 2001, ela prestou vestibular para medicina novamente, mas na Unicamp tentou letras, curso para o qual se inscreverá na USP, na Unicamp e na PUC-SP neste ano. "Agora estou mais motivada. No fundo, acho que antes não queria passar."

Antes de desistir de uma carreira, entretanto, o vestibulando deve procurar informações sobre a nova escolha, segundo aconselha o orientador vocacional Silvio Bock. Trocar medicina por um curso semelhante sem se informar pode ser arriscado. "Enfermagem ou fisioterapia não são "mais ou menos" medicina. São profissões diferentes, e o estudante deve encará-las assim, senão pode se frustrar."

No segundo ano de cursinho, Ana Cristina Bezerra Rocha, 22, além de enfermagem, como no ano anterior, decidiu tentar uma vaga em química em outras faculdades. "Sempre gostei de química, mas não me arriscava prestar vestibular para essa carreira porque tinha dificuldade em matemática. Resolvi ampliar o conjunto de opções porque não queria mais fazer cursinho. Hoje, não trocaria meu curso por nenhum", disse ela, que está no segundo ano de química no Mackenzie.

Para ter mais chances de entrar, Ana Cristina também aumentou o número de faculdades em que prestou vestibular. No primeiro ano, ela tentou apenas na USP e, no segundo, fez "uma maratona de provas", tentando até em outros Estados.

Segundo Liomar Quinto de Andrade, orientador vocacional do Instituto Sedes Sapientiã, tentar vários vestibulares, e não apenas uma ou duas faculdades, pode ser interessante. "Será que a vida oferece apenas um canal para que o jovem aposte tudo nele? Há outras opções que ele pode tentar também."

Fonte: Folha de S. Paulo
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