text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Jornalismo fala a corações e mentes

      
Jornalismo não é profissão, é carreira, e exige doses generosas de ceticismo e paixão. A definição é de Cláudio Abramo, falecido em 1987, um dos expoentes da imprensa escrita brasileira. Não é, claro, a única forma de descrever o ofício. O conceito pode ser mais amplo. De qualquer forma, quem opta pelo jornalismo não pode esperar por um serviço com horários definidos e carga de trabalho bem distribuída - o dia-a-dia da informação é uma implacável corrida contra o relógio. ? preciso rapidez para flagrar a notícia no local e no momento em que ela acontece e divulgá-la de forma inteligível. Daí, o impacto social dessa atividade.

O jornalista deve esforçar-se para passar para o público uma visão ampla da realidade, dos jogos políticos e econômicos que cercam os fatos, diz o coordenador do curso de comunicação social - jornalismo, oferecido pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), câmpus da Unesp de Bauru, Luciano Guimarães. Dessa forma, fornecerá as condições essenciais para que cada um de nós forme sua própria opinião.

O ato de falar direto ao coração e à mente das pessoas torna essa profissão - ou carreira, como se preferir - de extrema importância. O jornalismo forma líderes, elege e depõe presidentes, esclarece, denuncia e informa.

Nunca, desde que, em 1452, Johann Gutemberg inventou a impressão com tipos móveis, a imprensa foi não poderosa, importante e eficiente - a ponto de tornar-se impossível imaginar o mundo, hoje, sem sua presença. Por isso, além da formação profissional, propriamente dita, é importante que o aluno expanda seus interesses para áreas como a filosofia, a ética, a estética, a política e a economia, enumera Guimarães. Os livros são companheiros da vida toda desses profissionais, e a curiosidade o seu combustível.

A despeito dessa formação específica, a não obrigatoriedade do diploma é defendida freqüentemente por alguns segmentos da sociedade. Em relação a essa tendência, o curso da Unesp tem aprofundado e diversificado ainda mais o seu currículo. Mesmo que não se exija o diploma, os jornalistas que formamos terão espaço assegurado no mercado, porque são muito bem preparados, diz Guimarães.

Associar-se a um ou mais colegas e abrir pequenas empresas é uma alternativa ao trabalho nas grandes redações. Esse caminho mostrou-se tão promissor nos últimos anos, que o curso da Unesp criou disciplinas sobre legislação e administração de empresas, de forma a melhor capacitar seus alunos. Outro campo de atuação que tem crescido muito é o da assessoria, que floresce junto a empresas dos mais variados setores. As demandas por informações locais e por assuntos específicos indicam boas perspectivas para o jornalismo no interior. Cabe a cada estudante fazer valer o tempo investido na universidade e escolher o campo de atuação mais indicado ao seu perfil, finaliza Guimarães.

Fonte: Jornal da Tarde
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.