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Pressão por reajuste menor

      
Universitários pedem intervenção do Ministério da Educação para barrar aumentos que não sejam comprovados por planilha de custos

Cerca de 300 estudantes do UniCeub fizeram ontem uma manifestação em frente ao Ministério da Educação contra os aumentos nas mensalidades escolares. Eles também entregaram ao ministro Cristovam Buarque uma carta onde pedem que sejam adotadas punições para faculdades particulares que não apresentem documentos contábeis que justifiquem os reajustes. · noite, foram os alunos da Upis que protestaram em frente à faculdade, contra o reajuste de 12%.

Hoje já existe a obrigação de mostrar os documentos contábeis, mas como não há sanção, a lei não é cumprida, afirma o presidente da União Nacional dos Estudantes, Gustavo Petta. Por isso, os manifestantes esperam que o MEC elabore um decreto ou proponha ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma medida provisória que determine o congelamento de preços das mensalidades no caso dos documentos não serem apresentados. A UNE prepara para o próximo dia 13 uma manifestação nacional de estudantes de universidades particulares contra reajustes que consideram abusivos.

Cristovam Buarque, que encontrou os estudantes na frente do ministério antes de ir a um compromisso na Universidade de Brasília, agradou aos manifestantes ao prometer providências. Vocês cumpriram com a parte de vocês, eu vou cumprir a minha, discursou, com a ajuda de um megafone emprestado pelos manifestantes. Segundo o ministro, o assunto entrará nas discussões de um grupo do MEC que trata do financiamento das universidades públicas e privadas. ? claro que a universidade precisa de recursos, mas tem que ter mensalidades dentro de certas condições, disse Buarque.

A discussão sobre mensalidades entre estudantes e a direção do UniCeub foi parar nos tribunais. Nós tivemos que entrar com uma ação na Justiça para obrigar o UniCeub a abrir a documentação contábil. Já ganhamos na primeira instância, mas o processo ainda está tramitando, afirma o presidente do Diretório Central de Estudantes do UniCeub, Luciano Ferreira Lopes.

Segundo os estudantes, o UniCeub prepara um reajuste de 11% nas mensalidades - hoje, em média de R$ 700 - para o próximo ano. A universidade, no entanto, garante que o índice ainda não está fechado. Esse é o aumento para os novos alunos, mas não significa que será aplicado também aos antigos, diz o assessor de marketing do UniCeub, Hari Klein. Segundo ele, a universidade apresentou alguns documentos aos alunos. O que o UniCeub não está aceitando são todas as imposições. Os estudantes estão confundindo papéis, querem ser auditores, completa.

Para alunos, há cartel
Além dos estudantes do UniCeub, alunos de outras universidades particulares do Distrito Federal, como a Católica e a UPIS, também preparam manifestações contra o aumento nas mensalidades. Eles não apenas consideram os reajustes como abusivos, mas alegam que existe combinação de preços entre as entidades de ensino superior particulares.

A grande questão é que há uma cartelização da universidade particular em Brasília, afirma a coordenadora-geral do Diretório Central de Estudantes da Universidade Católica, Camila Vieira. Os estudantes comparam, como exemplo, os reajustes que seriam adotados no UniCeub, de 11%, na UPIS, de 12% e na Católica, de 10,87%.

Eles também consideram que os preços das mensalidades são semelhantes e querem discutir o assunto em uma reunião com o Ministério da Educação. Estamos terminando um estudo sobre a possibilidade de cartel e vamos levar isso para discutir com o MEC, diz André Noblat, do DCE do UniCeub.

Até o dia 13 de novembro, quando a UNE prepara uma manifestação nacional de estudantes de universidades particulares, os alunos de Brasília pretendem manter o ritmo de realizar atos públicos a cada semana.

Fonte: Correio Braziliense
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