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Ozires Silva abre fábrica de pele artificial

      
Ex-presidente da Varig uniu-se a professores da USP para produzir membrana de látex
Ozires Silva, ex-presidente da Embrãr e da Varig, está lançando sua mais nova empreitada: uma fábrica de pele artificial. Ozires acaba de abrir a empresa Pele Nova, que vai manufaturar e comercializar a descoberta de professores da Universidade de São Paulo, do campus de Ribeirão Preto. A pele nova é uma película de látex que estimula a regeneração dos tecidos. ? indicada para acelerar a cicatrização de grandes feridas ou de lesões causadas por diabetes.

O produto é fruto das pesquisas de Joaquim Coutinho Neto e Fátima Mrue, professores de Bioquímica e Imunologia da USP. Eles descobriram que o látex, trabalhado de uma maneira adequada, transforma-se em uma biomembrana que estimula a formação de vasos sangüíneos no local, acelerando a cicatrização.

A pele artificial será usada como um curativo que não apenas protege o ferimento, mas também acelera a recuperação, diz Coutinho.

O produto ainda está em fase de aprovação pela Anvisa, mas já teve a planta industrial autorizada. No começo, a pele será vendida apenas para hospitais.

Ozires espera um faturamento inicial de R$ 6 milhões mensais. O próximo passo será produzir próteses de tímpano, estômago e esôfago, diz Ozires. A pele de látex já vem sendo usada com sucesso para reconstituição de tímpanos em hospitais.

A Pele Nova é o primeiro fruto da Academia Brasileira de Estudos Avançados, aberta por Ozires em 2001. Trata-se de uma entidade que conta com seis pessoas para identificar pesquisas nas universidades que podem se tornar viáveis comercialmente.

Engenheiro ãronáutico, Ozires fez parte do time do ITA que desenvolveu o primeiro avião da Embrãr. Aquela idéiazinha que tivemos virou uma empresa de US$ 3 bilhões, diz . Quero agora encontrar outras boas idéias.

Mas não está fácil conseguir convencer investidores, queixa-se Ozires. diz.
Na Pele Nova, o investimento foi modesto, de R$ 5 milhões, e mesmo assim não foi fácil de juntar.

Fonte: O Estado de S.Paulo
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