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Vetada reserva de vagas na UEG

      
Governador alegou que projeto não esclarece de que forma seriam reduzidas desigualdades sociais
O governador Marconi Perillo vetou totalmente o projeto de lei do deputado Luís César Bueno (PT), que previa a reserva de 10% das vagas da Universidade Estadual de Goiás (UEG) para setores etno-raciais historicamente discriminados no acesso ao ensino superior, ou seja, negros e índios. A decisão teve o efeito de um balde de água fria no movimento negro goiano. Estamos lutando há tempos pelo sistema de cotas. Acreditávamos que, finalmente, a inclusão ia acontecer, lamenta a coordenadora-geral do Pérola Negra, Marilena da Silva. Ela promete encaminhar hoje uma moção de repúdio ao governador. Não ficaremos de braços cruzados, afirma.

Entre as razões alegadas para o veto, Marconi aponta que a Assembléia Legislativa feriu uma prerrogativa do Executivo e a autonomia universitária. Também critica a ausência de discussão do tema com a sociedade civil e o poder público, incluindo a própria UEG. Finalmente, argumenta que falta ao projeto a explicitação objetiva dos critérios que permitiriam a redução das desigualdades no acesso ao ensino superior em Goiás, além do impacto e custo social da implementação da reserva de vagas.

Para o deputado Luís César, o veto do governador foi uma insensatez. Ele quebrou um acordo político entre as bancadas, visto que o projeto foi aprovado, por unanimidade, em primeira, segunda e terceira votações, reclama o deputado. Para alcançar o consenso, o parlamentar lembra que foi necessário negociar o porcentual de vagas reservadas, que caiu de 20% para 10%. Para ter idéia da importância dessa iniciativa, basta conferir as estatísticas: em 100 diplomas universitários expedidos no País, apenas 2,3% são para negros.

Mobilização
Luís César Bueno promete mobilizar o movimento negro e seus colegas deputados. A competência de legislar é da Assembléia. Não estamos criando cargos nem gerando despesas, acentua. Ele promete trabalhar para derrubar o veto do governador no plenário, mas, para isso, precisará do apoio de dois terços da Casa, o que, reconhece, será muito difícil. Quero apenas que eles mantenham seu parecer, argumenta.

Pró-reitor de Graduação da UEG, Odair Firmino diz que o governador agiu com prudência. Não participamos desse debate. Nem mesmo internamente, declara. Firmino salienta que a universidade não tem opinião acerca do sistema de cotas. Não sentimos no interior da instituição nenhuma provocação para esse tema.

Fonte: O Popular
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