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Ações de segurança alimentar na esfera da produção

      

O apoio à agricultura familiar, especializada ou não na produção de alimentos, e a outras formas de produção e serviços ligados às famílias rurais deve ocupar papel de destaque numa estratégia de desenvolvimento centrada na segurança alimentar. Por serem geradoras de ocupação e renda no meio rural, essas atividades são elos importantes na cadeia produtiva e de circulação de riquezas local e regionalmente.

Embora as decisões sobre assentamentos rurais e reforma agrária pertençam à órbita federal, várias ações podem ser empreendidas em nível local pelo empresariado ou pelo poder público, que facilitem o acesso à terra para projetos cooperativados de produção de alimentos. Essas ações envolvem desde a cessão de terrenos rurais e urbanos para agricultores sem-terra instalarem hortas comunitárias ou familiares, até a capacitação para a criação de hortas domiciliares e o apoio a cooperativas de produção.

O acesso ao crédito é indispensável tanto para garantir a produção de alimentos nas áreas rurais ou urbanas, quanto para criar pequenos empreendimentos agroindustriais capazes de agregar valor ao produto agrícola e gerar trabalho e renda.

As empresas podem contribuir para a criação de fundos para crédito rotativo aos produtores, ou, ainda, para fundos de aval que favoreçam o acesso aos mecanismos de financiamento já existentes. Outro aspecto-chave para o avanço dos pequenos negócios rurais e urbanos é a capacitação dos produtores para aumentar a qualidade e agregar valor a seus produtos, atividade em que as empresas podem contribuir fortemente.

A contribuição das empresas nessa área pode se dar pelo apoio às organizações da sociedade civil que prestam assessoria às entidades de produtores, ou diretamente, pela alocação de recursos materiais e humanos para a instalação de centros de pesquisas locais e regionais dedicados ao fomento e à melhoria dos empreendimentos de pequenos produtores agrícolas.

Os investimentos na infra-estrutura necessária para a produção, circulação e comercialização de produtos da pequena agricultura familiar representam uma área em que a contribuição empresarial pode ser muito significativa. Os pequenos produtores dificilmente têm condições de, individualmente, adquirir tratores e outras máquinas para trabalhar o solo, bem como para a instalação de câmaras frias e equipamentos para processamento e envasamento de alimentos.

Nas cidades, os pequenos empreendimentos de processamento de alimentos e de fornecimento de refeições devem receber especial atenção em uma política de segurança alimentar e nutricional.Além de gerarem trabalho e renda, esses estabelecimentos respondem pela alimentação de uma parcela significativa dos trabalhadores urbanos, podendo constituir-se em canais de escoamento para a produção agrícola de base familiar local.

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