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Vestiburrinho: os candidatos são os pais

      
O Conselho Nacional de Rducação (CNE), em decisão defendida pelo ministro Cristovam Buarque, recomendou a proibição dos vestibulinhos (apelido dos exames de admissão promovidos por escolas particulares) na educação infantil. Trata-se de uma prática difundida. Escolas consideradas de elite, muito procuradas por oferecer, presume-se, educação de qualidade, acostumaram-se a preencher suas concorridas vagas submetendo candidatos a partir de 6 anos a provas seletivas.

Não é difícil imaginar os efeitos de tal prática. Crianças incentivadas a acelerar seu desenvolvimento, a queimar etapas, a fim de chegar ao concurso à frente das demais; ainda mais sobrecarregadas pelas expectativas e frustrações dos pais; precoce e oficialmente divididas entre piores e melhores, aceitas e rejeitadas.

Nas discussões que se seguiram, nos últimos dias, à resolução do Conselho, houve educador que se defendeu dizendo que em sua escola não se faz prova, apenas testes recreativos, lúdicos. As crianças são examinadas e selecionadas enquanto brincam. Brincadeira seletiva. Que belo conceito.

O que os organizadores de tais exames procuram nos alunos Conteúdos de aprendizado, inteligência (ou inteligências, como diriam os mais atualizados) e adaptabilidade devem estar no topo da lista. Que escola ao adotar esse tipo de prática escolheria crianças rebeldes, difíceis ou muito diferentes das outras Representaria um péssimo custo - benefício.

Se não se trata de medir desempenhos ou de conferir docilidade, o que buscam os tais exames Alguma manifestação profunda de fome de saber, de merecimento Quem seria capaz de medir tal coisa

As soluções oferecidas pelo CNE são simples. Segundo as instruções do Conselho, a seleção pode ser feita por ordem de inscrição (ganha quem chega primeiro) ou por sorteio.

CartaCapital sugere uma saída aos que rejeitam o absurdo de critérios prosaicos e aleatórios como ordem de chegada e sorteio. Por que não submeter aos testes os que realmente desejam conquistar as valiosas vagas em disputa (os verdadeiros candidatos, portanto) Um vestibulinho para pais e mães de tão significativo universo social poderia ajudar a restaurar a racionalidade.

Fonte: CartaCapital
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