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Muda avaliação do Ensino Médio

      
A forma de avaliação do Ensino Médio brasileiro deve mudar. Apesar de não haver uniformidade de discurso no Ministério da Educação, nem prazo para que a reformulação ocorra, ao que tudo indica o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que avalia exclusivamente o desempenho do aluno, será descartado. No lugar dele, os estudantes realizariam uma prova com o intuito de apontar não o desempenho individual, mas as falhas no aprendizado. Será uma versão ampliada e mais detalhada do atual Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Sãb).

Ontem, durante o lançamento do Sãb 2003, que será realizado por 300 mil estudantes de 6,2 mil escolas do País, ao longo desta semana, as mudanças começaram a aparecer.

No Acre e em Mato Grosso do Sul, o teste será aplicado em todas as escolas e não apenas a grupos representativos, experiência que, até 2005, será estendida às demais unidades federativas.

O objetivo é construir um panorama mais detalhado. Para este ano, o Sãb deve analisar como a violência no ambiente escolar, a exaustão emocional do professor e programas como o Bolsa-Escola influenciam o aprendizado dos estudantes.

Na opinião de Luiz Araújo, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a avaliação de desempenho do aluno (Enem) é importante, mas limitada. Não permite que se desenvolvam políticas eficazes de combate às falhas do sistema de ensino. Mesmo como forma complementar para ingresso na universidade, o Enem parece ineficiente, diz.

O secretário de Ensino Médio e Tecnológico, Antônio Iba¤ez Ruiz, vê como falha no Enem o fato de ser aplicado só no final do Ensino Médio. Não adianta chegar lá e dizer ao aluno que não aprendeu, explica.

No Sãb, de 169 itens, os alunos respondem a 39 questões de Matemática e Língua Portuguesa, além de um questionário sobre hábitos de estudo e características socioculturais. Os professores e diretores também respondem a questionários sobre perfil e prática docente, mecanismos de gestão e infra-estrutura da escola. Além disso é mais barato. O custo com a avaliação este ano será de 6,7 milhões. O Enem, que avalia 1,8 milhão de alunos, sai por R$ 44 milhões.

Fonte: Jornal de Brasília
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