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Pesquisa com cana beneficia destilarias

      
A união entre destilarias de álcool do Norte do Espírito Santo e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) vem permitindo que as pesquisas desenvolvidas ainda na época do extinto Planalsucar, programa do Governo federal, tenham continuidade e hoje beneficiem o setor na região.

Atualmente quatro destilarias são conveniadas à UFRRJ: a Disa e a Alcon, de Conceição da Barra; a Lasa, de Linhares, e a Dasa, localizada em Serra dos Aimorés, Minas Gerais. Mas no início do projeto, em 1994, o número de empresas participantes era o dobro. O desligamento foi ocorrendo em função de crises no setor, no final dos anos 90.

Com a extinção do Planalsucar em 1992, as pesquisas estavam fadadas a parar, ou, pelo menos, serem drasticamente reduzidas. O corpo técnico do Instituto do Açúcar e do álcool foi absorvido pelas universidades federais rurais espalhadas no país, mas as universidades não dispunham de orçamento para continuar com as pesquisas.

No Norte do Espírito Santo o sentimento era de abandono. Agora ficamos órfãos, lembra o diretor geral da Disa, Frederico Martins Filho. Por dois anos, as destilarias da região ficaram discutindo o futuro do setor até que em abril de 1994 foi celebrado o convênio. Mas a gente ainda sentia a dificuldade de operacionalizar as pesquisas por causa da distância, explica Gilberto Moreira Riscado, diretor do campus Leonel Miranda, da UFRRJ, localizado na cidade fluminense de Campos dos Goytacazes.

Estação experimental
Com o objetivo de racionalizar os custos de pesquisa, que já eram divididos apenas pelas quatro destilarias, foi criada a Estação Experimental Regional no Espírito Santo (Eres), na localidade de Sayonara, Conceição da Barra, em outubro de 2001.

As destilarias Disa e Alcon cederam uma área de 20 hectares, que compreende a Eres. Hoje o grupo está trabalhando para trazer de volta as destilarias que deixaram o convênio, com objetivo de incrementar as pesquisas. A estrutura e trabalhos da estação consomem um orçamento anual de aproximadamente R$ 180 mil, pagos pelas empresas conveniadas. Os salários dos pesquisadores é pago pela universidade. Queremos retornar com um modelo mais justo, porque no final das contas todas as empresas da região acabam tendo acesso e se beneficiam das pesquisas, destacou Frederico.

Na Eres, são plantadas todas as variedades RB, sigla de República do Brasil, oriundas de todos os projetos que hoje são desenvolvidos pela Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento Sucroalcooleiro (Ridesa), composta pelas sete universidades rurais federais do país. As sementes de variedade RB são espalhadas para as integrantes da Ridesa. Das 100 mil plântulas que a UFRRJ recebe anualmente no campus Leonel Miranda, metade vai para a Eres.

Para as indústrias de álcool da região, isto significa ganho de tempo. Antes a gente tinha que esperar uma variedade dar certo lá no Rio para depois trazer para cá. Com isso havia uns três anos de diferença. Agora uma variedade que demoraria 15 anos para entrar no mercado, pode ficar pronta com 12 anos, calcula Frederico.

A necessidade de prazo maior ocorria por conta das diferenças de clima e solo entre o Norte fluminense e o Norte capixaba. No Rio de Janeiro o solo é de tabuleiro; aqui é mais argiloso, exemplifica o diretor de produção da Alcon, Nerzi Dalla Bernardina Junior.

A Eres recebe variedades e clones (nome dado à planta ainda em experiência) com muitas características e para diversas condições climáticas. A tendência é que aquelas melhores adaptadas à região tenham desenvolvimento melhor. Mais de 50% do que é plantado no país é variedade RB, e as principais delas estão plantadas na Eres, acrescenta Gilberto. Os mais de 600 clones plantados na Eres passam a ser selecionados, com a vantagem da planta estar crescendo de acordo com o as mesmas condições de clima e solo das destilarias capixabas. Além de seleção de variedades, o convênio permite estudos de controle biológico, adubação, herbicidas e tratos culturais.

Fonte: A Gazeta
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