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Coppe quer ampliar parceria com setor privado

      
Primeira mulher a assumir a direção nos 40 anos de existência da Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a engenheira química Angela Uller, 50 anos, defende uma maior integração entre a universidade e as empresas para buscar a solução de problemas empresariais e já arregaçou as mangas para levar os planos adiante. Um deles é a comercialização das patentes registradas pela Fundação CoppeTec, que chegaram a 30 apenas no último ano, sendo que os primeiros royalties - de uma tinta -começaram a ser pagos recentemente. Temos que associar o Brasil à tecnologia e não apenas a agricultura. Precisamos associar o nome do país a produtos de tecnologia acabada.

Com mestrado em engenharia química pela Coppe e doutorado em química aplicada pela Universidade de Paris VI, Angela dirige um reduto de homens desde julho, quando foi sacramentada a saída de Luiz Pinguelli Rosa, atual presidente da Eletrobrás. Mas isso não perturba o seu bom humor.

Cheia de planos e com discurso de executiva, Angela acha que é hora de atrair investimentos de risco em ciência e tecnologia. E para isso planeja criar um fundo de capital de risco para alunos que queiram formas empresas dentro da incubadora da universidade - queremos criar uma CoppeTec Participações, igual à BNDESPar. Outro projeto é o de montagem de uma área de prospecção tecnológica na universidade, que pode ser regional ou setorial, para avaliar oportunidades de investimentos.

O mercado de inovação é frágil e existem poucos investimentos de risco em tecnologia. Então, o fundo vai servir para pesquisadores e alunos que queiram formar empresas na incubadora. Se tivermos duas empresas ali será ótimo, pois teremos que estudar como entrar e como sair do negócio, diz.

Angela comemora a redução da dependência da Petrobras nos últimos anos, o que permitiu reduzir a participação da estatal na receita da CoppeTec de 62% para 24%, mesmo assim obtidos divididos com outras empresas da área de petróleo e gás. E se orgulha da receita de R$ 77 milhões da Fundação CoppeTec em 2002, prevendo um valor semelhante este ano devido à desaceleração econômica. Mas aposta em aumento de 30% em 2004, fruto dos contratos que estão sendo firmados.

Entre as áreas mais promissoras, ela aponta a de petróleo e gás e a de infra-estrutura de energia. Já procurou a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e a sua secretária de petróleo e gás, Maria das Graças Foster, para mostrar que a Coppe pode participar do Prominp, programa para capacitação da empresas interessadas em se tornar fornecedoras da indústria de petróleo e gás.

Angela critica, porém, a reserva de contingência feita pelo governo, que bloqueou grande parte dos recursos previstos para os 14 fundos setoriais de Ciência e Tecnologia. Os fundos foram concebidos para ser uma interação entre a universidade e a empresa mas a maior parte está indo para editais, para a ciência, quando a parceria com as empresas devia ser prioridade, afirma.

Fonte: Valor Econômico
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