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Pólo universitário no interior do RJ

      
A largada para a criação de um pólo universitário no Sul Fluminense foi dada ontem, durante debate em Volta Redonda. O encontro atraiu quase mil estudantes ao Escritório Central da CSN. Foi criado um grupo de trabalho que vai definir, durante os próximos quatro meses, as ações para estabelecimento do consórcio de ensino superior na região. Três instituições públicas que já mantêm cursos de graduação no interior aderiram ao pólo: Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Participaram o secretário especial do Conselho de Desenvolvido Econômico e Social da Presidência da República, Tarso Genro, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, reitores de universidades públicas do Estado do Rio, prefeitos da região e o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch.

A intenção, segundo os organizadores do encontro, é atrair também a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a UniRio. Como já é feito pelo Centro de Educação Superior à Distância do Rio de Janeiro (Cederj), instalado nas principais cidades do Sul Fluminense, cada instituição ficará responsável por um grupo de cursos em que é especialista.

Unidos, podemos alcançar o objetivo de democratizar o acesso ao Ensino Superior no País, destacou a reitora da Uerj, Nicéa Freire.

BNDES sugere apoio das empresas
Para financiar o projeto, o presidente do BNDES, Carlos Lessa, propôs uma parceria entre o Governo federal, as prefeituras e as empresas da região. O Governo federal poderia financiar a instalação do pólo, mas seria interessante se o custeio ficasse a cargo das prefeituras, disse ele.

Carlos Lessa afirmou ainda que as empresas que quisessem apoiar a expansão do ensino superior também poderiam ser beneficiadas. Elas poderão, por exemplo, contar com créditos do BNDES.

O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, comprometeu-se a apoiar a instalação do pólo universitário no Sul Fluminense, mas negou que esteja negociando a doação do prédio do Escritório Central da companhia para instalação dos cursos de graduação, em troca de dívidas da empresa com o BNDES. Não é interesse nosso nem do banco, desconversou.

Estudantes pedem prédio da CSN
Nem tudo correu em clima de paz no encontro: estudantes que acompanhavam o debate pelo telão instalado no térreo do prédio da CSN, ensaiaram um protesto contra a empresa, privatizada há dez anos. Eles reivindicavam a retomada do prédio do Escritório Central.

Lá dentro, a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe), Maria das Dores Motta, deu a mesma sugestão, durante um discurso, e acabou causando desconforto no presidente da siderúrgica. Como compensação pelos prejuízos causados à cidade pela privatização, sugiro que a CSN doe o prédio para instalação do pólo universitário, disse a sindicalista, aplaudida pela platéia.

Fonte: O Dia
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