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Estudantes desenvolvem queijo sabor vinho

      
Seria possível combinar queijo e vinho em um mesmo produto? Haveria um jeito de saber o preço de todos os itens e somar as compras sem se afastar do carrinho de supermercado? Pode um braço mecânico obedecer a comandos de voz? Para todas essas dúvidas, a resposta é afirmativa. As três questões ? e muitas outras ? atormentaram estudantes de Engenharia e Administração nos últimos meses. Tiveram como resultado projetos de conclusão de curso inovadores,expostos em uma feira de invenções em São Cãtano do Sul, no ABC.

A mostra, que leva o nome de Eureka 2003 e termina hoje, reúne no ginásio da universidade 164 trabalhos de formatura de alunos do Instituto Mauá de Tecnologia. A idéia é atrair empresas que possam se interessar pelos projetos ou simplesmente satisfazer a curiosidade dos visitantes. Em geral, todos os trabalhos têm um grau maior ou menor de inovação, afirma o reitor do instituto, Otávio de Mattos Silvares. Desenvolver um queijo que também tivesse gosto de vinho exigiu oito meses de dedicação das alunas Maria Carolina Granolla, de 23 anos, Lucila Cardoso, de 25, e Giovana Oliveira, de 22. Deu certo. As três desenvolveram um processo inédito de adição da bebida alcoólica ao queijo minas meia cura. Quem experimenta tem a sensação de ter tomado um gole de uma taça e, logo depois, provado um pedaço. Para conseguir o sabor, o grupo primeiro fabricou o queijo e deixou-o imerso no vinho durante 12 horas. A experiência não funcionou. O tempo foi aumentado até 96 horas, mas continuou sem dar resultado. Como achamos o gosto muito superficial, diminuímos o tamanho do queijo e injetamos o vinho, diz Maria Carolina. Com 96 horas, 40 mililitros de vinho foram suficientes para alterar 800 gramas do produto.

Facilidade ? Quando viram uma rede de supermercados de São Paulo usar palmtops com leitores de código de barras para facilitar a vida de clientes vips, cinco estudantes resolveram criar um aparelho que, acoplado ao carrinho de compras, poderia mostrar os valores dos produtos e ainda somá-los. Queríamos fazer algo que todo mundo pudesse usar, afirma o aluno John Paul Hempel Lima, de 23 anos. O Terminal Pessoal de Consulta a Preços tem memória para dados de até 6 mil produtos, que podem ser atualizados por sinal de rádio.

Com apenas quatro botões, o mecanismo fica acoplado ao carrinho e tem um leitor manual de código de barras. Legendas mostram cada função e facilitam o uso do equipamento. Na Alemanha, há um equipamento que usa o mesmo conceito, mas você também pode passar o cartão de crédito na lateral e fazer o pagamento, observa a estudante Gisele Maria Lorenson, de 23 anos. Pensando nas aplicações que o invento poderia ter para deficientes físicos ou em usinas nucleares, cinco estudantes criaram um braço robótico capaz de entender comandos por voz. O sinal do microfone é comparado com registros no banco de dados, explica o aluno Eric Vinicius Vieira Neves, de 25 anos. Depois, um motor executa o movimento.

Fonte: O Estado de S.Paulo
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