text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

UFF contesta números da Fetranspor

      
Os estudantes, idosos e deficientes físicos que se beneficiam da gratuidade nos ônibus intermunicipais representam 19,92% do total de passageiros transportados. Esse índice, divulgado ontem pelo deputado estadual Carlos Minc (PT), que encomendou uma pesquisa ao Núcleo de Pesquisa e Informação da Universidade Federal Fluminense (Data UFF), é menos da metade do anunciado pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor). De acordo com a federação, em novembro de 2000, 39,7% dos usuários dos ônibus municipais e intermunicipais do Rio de Janeiro não pagavam passagem. Desses, 17% eram estudantes e 11% idosos.

O estudo do Data UFF, realizado entre os dias 7 e 20 de outubro com 3.917 pessoas consultadas, mostra ainda que os estudantes das escolas públicas são os que mais utilizam o transporte público gratuito (12,18%), seguidos dos idosos (5,38%) e doentes crônicos ou deficientes físicos (2,34%).

Mais de 70% dos entrevistados utilizam o passe livre todos os dias úteis da semana. Isso mostra que quem tem direito ao benefício recorre a ela com freqüência. Também conseguimos identificar que, ao contrário do que se supõe, os detentores da gratuidade não utilizam mais o transporte do que aqueles que pagam a passagem explicou Minc.

Para Mário Mesquita, superintendente do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj), que representa 30 empresas dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Tanguá e Rio Bonito, essa pesquisa mostra, apenas, que a demanda para o passe livre existe e encarece a passagem daqueles que pagam para utilizar os transportes coletivos.
O instituto de pesquisas Gerp fez um trabalho para nós, que foi acompanhado pela Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa do Estado e pela Secretaria Estadual de Transportes, e apresentou resultados bastante diferentes. Não tenho como discutir quem está certo ou errado. Posso afirmar, apenas, que esse resultado (46% na área de atuação da Setrerj e 36% no Município do Rio) é coerente com os estudos anteriores e com as operações diárias das nossas empresas. Se a pesquisa deles estiver correta e o passe livre só beneficiar 20% dos usuários, melhor para o governo do Estado, que é quem deve ser responsabilizado por esse transporte e, logo, vai gastar menos com isso - ironizou Mesquita, completando que a estimativa do sindicato é de que metade das gratuidades seja fraudada por pessoas que usam documentos falsos.
A Festranspor foi procurada pelo Jornal do Brasil mas ninguém se manifestou.

Fonte: Jornal do Brasil - Cidade - 11/11/2003 - Pág. A 18
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.