text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

O peso da experiência extraclasse

      
Atuar em empresas juniores, participar de projetos de iniciação científica ou sociais, comparecer a eventos e congressos da área ou culturais contribuem para melhorar a formação acadêmica. As experiências podem até diminuir a evasão de alguns cursos, já que os estudantes descobrem aspectos positivos na graduação e na profissão com a participação nesse tipo de atividade. Essa é a conclusão da uma tese de mestrado apresentada à Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo a psicóloga Camila Alves Fior, autora do estudo, todas as atividades não-obrigatórias (que incluem, além das já mencionadas, projetos voluntários, viagens e intercâmbios) são importantes. Mas algumas foram destacadas pelos entrevistados: participação em projetos de iniciação científica e em empresas juniores, as discussões com professores e colegas (grupos de estudos) e viagens.

A pesquisa qualitativa foi feita com 16 estudantes das quatro grandes áreas de conhecimento dos cursos da Unicamp: Exatas e Tecnológicas, Biológicas e Profissões da Saúde, Humanas e Arte. O objetivo do estudo era identificar o que mantinha o compromisso do aluno com a graduação. Percebeu-se, então, que as atividades extracurriculares assumiam grande responsabilidade nisso. Mas é bom ressaltar: as optativas não substituem as obrigatórias. As duas se complementam.

De acordo com os próprios universitários, as matérias obrigatórias contribuem para uma melhor formação técnica e profissional. Já as não-obrigatórias, ampliam o compromisso com a futura carreira e produzem mudanças pessoais. Estas foram divididas em cinco grupos: mudanças de competência interpessoal (os estudantes se dizem mais autônomos, responsáveis, confiantes, amadurecidos e seguros), de complexidade cognitiva (ampliam a visão de mundo dos alunos, que se tornam mais críticos), mudanças em relação aos conhecimentos e habilidades acadêmicas (eles aprendem a estudar, a pesquisar e muitos conceitos técnicos), de competência prática (aplicam melhor os conhecimentos na profissão, se tornam mais organizados) e de humanitarismo (os estudantes se acham mais altruístas e menos preconceituosos).

Na avaliação da psicóloga, o estudo contribui para a discussão sobre o tema, de grande importância. A universidade tem que permitir uma estrutura curricular mais flexível, diz Camila. Ela ressalta que é fundamental, para o próprio estudante, observar, antes de escolher uma instituição de ensino, se ela proporciona essa diversidade de atividades. Para a pesquisadora, as instituições de ensino superior precisam oferecer uma formação mais adequada às necessidades atuais, que amplia os conhecimentos do aluno.

Sem fronteiras
A formação universitária extrapola os limites das salas de aula. Essa é uma das constatações da pesquisa, relembrada pelo diretor dos Programas Comunitários da Universidade Católica de Brasília (UCB), José Leão da Cunha Filho. A universidade se caracteriza pelo ensino, pela pesquisa e pela extensão. Nesse sentido, fazer universidade significa sala de aula e atividades de pesquisa e de extensão, analisa.

Assim, as instituições procuram variar cada vez mais o tipo de atividades oferecidas aos estudantes. Projetos de alfabetização, de promoção da saúde, de cidadania e direitos humanos, de educação alimentar e ambiental, esportivos, com a terceira idade, crianças. Fora os Programas de Iniciação Científica e as empresas juniores. A lista é enorme nas grandes instituições. Para os mais variados gostos. Teóricos, práticos, científicos ou sociais.

Segundo Leão, a procura por vagas nesses projetos está crescendo, mas ainda é pequena, se considerado o número de universitários. Na UCB, a alfabetização de adultos é a que mais suscita procura espontânea pelos jovens. O professor acredita que os participantes recebem mais qualidade de ensino. Eles recebem um ensino decente, que, por um lado, rompe o fazer limitado e limitante da sala de aula. Por outro, aponta para a responsabilidade social dos futuros profissionais, afirma.

Fonte: Correio Braziliense
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.