text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Professor vai combater abuso sexual contra adolescentes

      
Uma em cada quatro crianças e adolescentes brasileiras é vítima de abuso sexual antes de completar 18 anos de idade. A maioria dos casos nunca é denunciada, principalmente quando há envolvimento de familiares. E isso ocorre em uma proporção assustadora. Os dados foram apresentados ontem, durante o lançamento em Goiânia do Guia Escolar Uma Década de Lições Aprendidas, publicação da Secretaria de Inclusão Educacional do Ministério da Educação (MEC) e da Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. O guia é destinado aos educadores que, em Goiânia, já estão sendo capacitados, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME).

Como a violência sexual é praticada na maioria das vezes por parentes e pessoas próximas, é grande o medo de denunciar. Por isso, a escola deve exercer um papel fundamental na prevenção e no combate a esses crimes, explica o secretário de Inclusão Educacional do MEC, Osvaldo Russo de Azevedo, que veio a Goiânia participar do lançamento.

O Guia, cujo conteúdo foi elaborado por profissionais da Aldeia Juvenil, da Universidade Católica de Goiás (UCG), foi incluído pelo MEC no projeto Capacitar para Incluir, iniciado em outubro em mil municípios brasileiros de todos os Estados.

Em Goiânia, no entanto, já existe uma metodologia específica e a capacitação dos professores já começou, o que é animador, elogia Russo. Ele destaca que o Guia aborda o crime de abuso sexual sob os aspectos psicológico, educacional, de saúde e de segurança pública. Na sexta-feira, ele será lançado em Fortaleza (CE) e, na próxima semana, em Salvador (BA). Queremos que ele seja um instrumento eficiente para trabalhar com os professores, diz Russo.

Para a coordenadora de Enfrentamento da Violência, Abuso e Exploração Sexual da Secretaria de Direitos Humanos, Elizabeth Leitão, a adesão dos educadores fortalecerá a militância em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Estamos fazendo para a escola o desafio para que ela se aproxime do sistema de garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, define Elizabeth Leitão. Ela ressalta a importância do professor na identificação e denúncia do problema, já que ele passa até quatro horas diárias com as crianças, principalmente nas primeiras séries.

Denúncia
Outro aspecto do abuso sexual abordado ontem em Goiânia são os caminhos que vítimas e abusadores percorrem depois de feita a denúncia. Uma das revelações que tivemos, estudando o tema, é que ainda é vigente na sociedade que a denúncia está bem resolvida quando o abusador está preso, mas isso não é verdade, avalia a pesquisadora Eva Faleiros, coordenadora da pesquisa que resultou no livro Abuso Sexual Contra Crianças e Adolescentes Os Descaminhos da Denúncia, também lançado ontem.

Eva Faleiros, professora aposentada da Universidade de Brasília (UnB), observa que os abusadores, vítimas e familiares, são freqüentemente deixados à própria sorte. O ideal é que todos eles tenham acompanhamento adequado, inclusive o abusador, para que não volte a cometer o mesmo crime, destaca.

Fonte: O Popular
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.