text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Com a câmera no campus

      
História concebida, câmera na mão. Hora de ligar o botão vermelho e transformá-la em realidade. Obra terminada, filme pronto para a telona. O dia seguinte exige uma sessão de brainstorm, ou uma tempestade de idéias, para o próximo roteiro. A rotina de um cineasta, na imaginação de um leigo, não passa de puro prazer. Mas fazer cinema não é só diversão. Como em qualquer outra profissão, requer estudo e atualização constante. ? essa a intenção do Encontro Nacional de Cursos de Cinema e Audiovisual, que acontece hoje e amanhã no Hotel Nacional.

O evento faz parte das atividades paralelas do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e é promovido pela Secretaria de Cultura e Universidade de Brasília (UnB). O marco importante do encontro é a volta da participação da universidade no Festival, analisa Armando Bulcão, professor do Departamento de Audiovisual e Publicidade da UnB, e um dos organizadores. Dois temas serão abordados por especialistas da área convidados.

A introdução do sistema digital e as tecnologias de ponta, que provocam transformações significativas em todas as etapas da produção cinematográfica, são motes da mesa-redonda Cinema e Novas Mídias Eletrônicas. Vou trabalhar um pouco essa relação entre a técnica e a linguagem. Certas opções narrativas se viabilizam a partir da tecnologia disponível, adianta Mauro Giuntini, um dos participantes do debate e professor da Universidade Católica. Vou falar também sobre o digital. O que vingou, o que não vingou, as promessas e o que ainda pode ser explorado.

Para mostrar que os avanços e a ligação com a tecnologia não se restringem às palavras e teorias, a organização testará uma novidade. As discussões serão transmitidas pela internet por meio da TV Web Painel Brasil, que permite um acesso simultâneo de 60 mil pessoas. Vislumbra-se a distribuição via digital. Em Barcelona assisti a um filme e ao debate do diretor no final com transmissão em cinco países. ? uma tendência, aponta Armando, de olho nas novas possibilidades.

A Formação do Profissional do Cinema e do Audiovisual é outro tema do encontro. O documentarista Vladimir Carvalho, que acumula 43 anos de profissão e 25 como professor, acredita que o curso acadêmico ajuda o futuro cineasta a dar um salto de conhecimento. O autodidata leva mais tempo. Na Universidade o aluno já recebe manuais, orientação, tem acesso à informação organizada, diz. Aos poucos o mito de que criatividade e estudo não andam de mãos dadas é quebrado no cinema. (Daniela Paiva)

Encontro Nacional de cursos de Cinema e Audiovisual
Hoje e amanhã, no Hotel Nacional, Salão Vermelho, Ala A

Programação:
Hoje 10h às 13h Cinema e novas mídias eletrônicas. Mesa com Armando Bulcão, José Augusto De
Blasis, Mauro Giuntini, David Pennington, Fernando Gaio (SP), Marcius Freire (Unicamp).

Amanhã às 10h Formação do profissional do cinema e do audiovisual. Mesa com Vladimir Carvalho,
Lauro Antônio, Ana Roland, Dácia Ibiapina, Maria Luiza (GO), Dora Mourão (SP).

15h Formação do profissional do cinema e do audiovisual. Mesa com Selma, Irene Ferraz, Rosa Berardo, Maurice Capovilla, Wolney Oliveira, Geraldo Sobral.

Fonte: Correio Braziliense
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.