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Alunos fazem panelaço e mantêm a greve de fome

      
Dando continuidade ao protesto contra a terceirização do Restaurante Universitário (RU) da UFG, moradores das Casas do Estudante Universitário (CEUs) fizeram ontem um panelaço na Praça Universitária. Cerca de 50 alunos foram batendo panelas da Reitoria da Universidade Católica de Goiás (UCG) até o restaurante, na hora do almoço. Enquanto isso, quatro acadêmicos da UFG continuam acampados no câmpus 2. Eles não comem desde as 12 horas de ontem e pretendem continuar em greve de fome para sensibilizar o Conselho Universitário (Consune).

O Consune se reunirá amanhã para posicionar-se acerca da polêmica em torno do RU. Se o restaurante for parar na mão da iniciativa privada, é certo que o preço da refeição vai aumentar, prevê Ademar Lourenço Martins Rodrigues, 20 anos, que cursa Jornalismo e é membro do Diretório Central dos Estudantes. Hoje o restaurante cobra R$ 1,50 por refeição, mas a pró-reitora para Assuntos da Comunidade Universitária, Ivete Barreto, diz que o custo real é de R$ 2,69.

Um dos estudantes em greve de fome, Otacílio de Paula Rodrigues Júnior, de 25 anos e aluno de Odontologia, disse que o DCE vai tentar prolongar o prazo do termo de ajustamento de conduta firmado entre a Federal e o Ministério Público, que prevê a demissão, em janeiro, dos funcionários contratados sem concurso público. Praticamente todos os do RU estão nessa situação. Se nos derem mais um ano, vamos tentar obter verbas para assistência estudantil junto ao governo federal e trabalharemos pela recriação do cargo de cozinheiro, argumenta.

Nas reuniões que a reitoria tem realizado com alunos, professores e funcionários, a terceirização tem sido apontada como última alternativa. Apoiamos a luta deles. Nosso objetivo é o mesmo, mas temos métodos diferentes. Uma coisa é certa: o restaurante não pode fechar, assinala a pró-reitora. A administração municipal propôs bancar a aquisição dos gêneros alimentícios e o salário dos funcionários. Assumiria metade dos custos e a universidade bancaria os outros 50%.

Ivete comenta que essa proposta aumentaria o déficit do RU, que até dezembro deve chegar a R$ 450 mil. Se aceitássemos, o número de refeições servidas diariamente iria saltar de 1,5 mil para 3 mil e o déficit chegaria a R$ 900 mil, explica a pró-reitora. O município ficou de apresentar uma contraproposta, mas até agora isso não aconteceu. A UFG garante, no entanto, que manterá a gratuidade para 750 estudantes carentes, que consomem 11 mil refeições mensais.

Fonte: O Popular
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