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Notas dos estudantes melhoram no Enem

      
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostraram que os estudantes brasileiros podem ser considerados regulares. Entre os 1,3 milhão de alunos que responderam aos testes, 49,5%, conseguiram acertar entre 40% e 70% da prova objetiva e foram classificados com desempenho de regular a bom.

As notas melhoraram em relação a 2002. No ano passado, a maioria dos estudantes (70%) ficou com notas inferiores a 40 pontos, numa escala de zero a cem.

Os resultados deste ano também foram melhores na redação. A maioria - 72,7% dos estudantes - fez entre 40 e 70 pontos. No entanto, a média nacional ainda é baixa. Na prova objetiva foi de 49,5. Na redação, um pouco maior, 55,4.

- ? preocupante o número de estudantes que ainda obteve uma média insuficiente - disse o presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas (Inep), do Ministério da Educação, Luiz Araújo.

Este ano, 35% dos estudantes tiraram notas abaixo de 40, o que é considerado desempenho insuficiente.

Nota cem pela primeira vez

O Ministério da Educação evita comparar as provas de cada ano, alegando que há variação no grau de dificuldades, o que impediria uma comparação. A prova de 2002 foi considerada especialmente difícil. A deste ano, bem mais simples. A diferença pode ser avaliada pela quantidade de estudantes que acertaram toda a prova objetiva. No ano passado foram apenas dois. Este ano, o número subiu para 54. Além disso, em 2003, pela primeira vez desde que o Enem começou a ser aplicado, em 1998, dois estudantes tiraram nota cem tanto na prova objetiva quanto na redação.

- Fizemos um esforço muito grande para que a prova deste ano tivesse realmente mais afinidade com aquilo que o estudante aprende no ensino médio - disse Araújo.

Os resultados do Enem mostraram, ainda, que a condição social dos estudantes tem forte influência no desempenho. Em famílias com renda até um salário-mínimo a média nas provas objetivas cai para 37,8 pontos. Em famílias com renda acima de 50 salários-mínimos, a média nessas provas atinge 68,5 pontos.

Outro ponto analisado pelo Inep foi o aspecto racial. Um cruzamento realizado pelo Inep mostra que as médias dos estudantes que se declaram brancos são sempre maiores que a dos negros, mesmo em escolas particulares. Na prova objetiva, a média de um estudante negro em escola particular é nove pontos menor da que a de um branco na mesma situação. Na rede pública a diferença é de 4,3 pontos.

- Há uma herança de discriminação histórica que apenas o acesso à escola não está sendo capaz de resolver - disse Araújo.

A prova do Enem não mede o conhecimento por disciplinas, mas sim as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas ao longo dos 11 anos da chamada escolarização básica, que inclui os três anos do ensino médio. As cinco áreas são o domínio da linguagem, compreensão de fenômenos, enfrentamento de situações-problema, construção de argumentos e elaboração de propostas. As maiores dificuldades estão concentradas justamente nas duas últimas áreas testadas.

Hoje, por ser diferente da cobrança direta de conteúdos feita nos vestibulares, o Enem está sendo usado por cerca de 400 instituições de ensino superior de todo o país, de acordo com o MEC, como parte de seu processo de seleção. Algumas dispensam o vestibular, outras usam a nota como parte dos critérios de seleção. No entanto, o Inep planeja fazer modificações no exame.

- Precisamos estabelecer qual o foco do Enem, se é de acesso à universidade ou se é de avaliação. Ainda precisamos de estudos e não há uma decisão sobre o que será modificado - disse o presidente do Instituto.

Cristovam: Enem não será extinto

O ministro da Educação, Cristovam Buarque, garantiu que a intenção não é terminar com a prova, como chegou a ser cogitado no início deste ano. Além do Enem, o Exame Nacional de Cursos, o Provão, também já esteve ameaçado de extinção, mas o ministério decidiu criar uma comissão, formada inclusive por alunos, para estudar a reformulação da avaliação dos cursos superiores.

- Nós não vamos acabar com nenhum tipo de avaliação. O que pode ser feito é modificar e melhorar - disse o ministro.

Fonte: O Globo
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