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MEC diz que Enem não vai acabar

      
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, assegurou ontem que o exame nacional do ensino médio (Enem) não vai acabar e disse que o governo não estuda o fim de nenhum tipo de avaliação do ensino no País, endossando as palavras do presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas da Educação (Inep), Raimundo Luiz Araújo.

Nós não vamos acabar com nenhum tipo de avaliação. O que pode ser feito é modificar ou melhorar, afirmou.

Mais cedo, ao apresentar o resultado do Enem, o presidente do Inep disse que o governo está fazendo estudos para redefinir os instrumentos de avaliação do ensino médio, mas assegurou que a prova vai continuar sendo feita porque serve como instrumento de avaliação e como uma forma de acesso à universidade. Segundo ele, o governo deve definir futuramente qual será o foco do exame, se o acesso à universidade ou a avaliação do aluno propriamente.

RESULTADO - Raimundo Luiz divulgou ontem o resultado do exame nacional do ensino médio (Enem) deste ano. O exame foi aplicado no dia 31 de agosto em 605 municípios do País e contou com a participação de 1,3 milhão de estudantes, que fizeram uma prova objetiva com 63 questões de múltipla escolha e uma redação. A nota média na prova objetiva foi 49,5 e na redação, 55,3. Na objetiva, a nota de 44% dos alunos foi de regular a bom, de 35,7% de insuficiente a regular e de apenas 15% de bom a excelente. Na redação, 72% tiveram nota de regular a bom.

O resultado da prova mostra as desigualdades regionais na formação escolar. Entre os estudantes da Região Sul, 56% têm 17 anos ou menos, idade ideal para o fim do ensino médio. No Sudeste, o percentual de alunos nessa faixa de idade cai para 37%; no Centro-Oeste, para 34%; e no Norte, para 23%. A Região Nordeste vem em último lugar, com apenas 19% dos alunos nessa faixa etária. Ou seja, a grande maioria dos alunos no Nordeste que fizeram a prova tem idade acima do ideal para concluir a oitava série.

A prova também revela o impacto da situação socioeconômica no perfil dos alunos. A nota média de um estudante com renda familiar de até um salário-mínimo foi de 37,5, enquanto a dos alunos cuja família tem renda acima de 30 salários foi de 70,4. Também aparecem diferenças entre negros e brancos no resultado da prova. Os estudantes negros da rede pública tiraram nota média de 42,7, contra 47 dos brancos. Mesmo na escola particular a diferença aparece, com o aluno negro tirando nota média de 56 e o branco, de 65. Segundo o presidente do Inep, isso mostra que apenas o acesso escolar não é suficiente para acabar com a herança da discriminação racial.

PROVÇO - O boletim de desempenho dos participantes do Exame Nacional de Cursos, o Provão, está na Internet. Os universitários dos cursos de Direito, Engenharia Mecânica e Química, Fonoaudiologia e Física já podem conferir sua pontuação e comparar com as médias da faculdade onde estuda, do Estado e de todo o País. O endereço eletrônico é www.inep.gov.br. Para acessar, é necessário usar a senha entregue no dia da prova, em junho. Quem perdeu a senha deve encaminhar e-mail para provao@inep.gov.br, informando nome completo, faculdade onde estuda, curso e os números do RG e do CPF.

Fonte: A Tarde Online
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