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Sistema vai monitorar operação de hidrovia

      
Está em fase final um projeto piloto na Hidrovia Tietê-Paraná que prevê benefícios ambientais e econômicos às operações de transporte fluvial. O Sistema Integrado de Gestão do Uso Múltiplo das águas (Sigest), montado na região do reservatório de Bariri, no interior, processa dados relativos a segurança, logística, meteorologia e permite acesso a dados em tempo real.

Se for estendido a toda a hidrovia, o Sigest reduzirá impactos ambientais ao dar subsídios para melhor ordenamento territorial das áreas de influência da Tietê-Paraná.Apartir da análise dos dados, pode-se impedir, por exemplo, a instalação de um distrito industrial em área de recarga de aqüífero ou, em caso de propriedades rurais, atividades que possam contaminar a água. No âmbito econômico, a diminuição média dos custos por tonelada transportada pode chegar a 20% ou 30%, na comparação com as rodovias, e 10% ou 15%, com ferrovias.

Com um motor equivalente ao de três caminhões, um único comboio transporta uma carga que exigiria 200 veículos. Isso traz menos gasto de energia e emissões e poluentes, diz o engenheiro naval Carlos Padovezi, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT). Outra inovação é o processamento de informações essenciais à navegação, como condições climáticas.

As análises ficariam disponíveis tanto para monitoramento das operações na hidrovia como para os pilotos das embarcações. A meta é chegar ao nível de sistemas europeus, onde um investidor acompanha o transporte da carga em tempo real, planejando melhor suas atividades, diz o coordenador do Sigest, Antônio Camargo. O sistema começou a ser desenvolvido em 2001 e envolve
equipe multidisciplinar de 40 pesquisadores, engenheiros e técnicos do IPT, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Também participam órgãos como a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e o Instituto Florestal (IF).O projeto já consumiu R$ 300 mil do Fundo Setorial de Recursos Hídricos e R$ 600 mil de contrapartida das instituições parceiras.

Até a conclusão, em 2004, receberá R$ 101 mil. Parte dos recursos foi usada na montagem de um centro de controle para o Departamento Hidroviário da ecretaria Estadual de Transportes (DH-Sectrans). A gestão integrada das águas interiores concilia as necessidades de energia, transporte, irrigação, abastecimento e ambiente. Somos os maiores interessados em preservar os rios, porque é isso que garante a navegabilidade, diz o diretor do DH, Oswaldo Rosseto. Para Camargo, uma das vantagens do Sigest é permitir atuação proativa, e não reativa, em áreas de hidrovia. Não vemos as hidrovias só como estradas de água, mas como eixos de desenvolvimento sustentável.

Fonte: O Estado de S.Paulo
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