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Conquista amplia área com eucalipto

      
Plantar eucalipto para fins comerciais está sendo visto como melhor negócio no Planalto de Conquista e, em razão disso, já se registra um déficit de três milhões de mudas. Com mercado garantido, a região tem mais de dois mil hectares de eucalipto no ponto de corte - a ser usado como lenha para fornos das indústrias de cerâmicas e padarias, como carvão nas siderúrgicas e mais estacas, postes e na indústria de papel e celulose e móveis. Como subprodutos, das folhas são extraídos óleos essenciais para produção de detergentes, desinfetantes e xaropes. O consumo no Brasil chega a 300 milhões de metros cúbicos, sendo 100 milhões de reflorestamentos e 200 milhões das matas nativas.

Criada há cinco anos, a Associação de Reposição Florestal (Aflore) já produziu quatro milhões de mudas de eucalipto, mas está sem condições de atender à demanda. Para suprir as necessidades, firmou convênio com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), secretarias estaduais do Meio Ambiente e da Indústria e Comércio do Estado e Sindicato das Indústrias de Ferro de Minas Gerais (Sindfer) para a implantação de um viveiro de 1.500 metros quadrados com plantas nativas e exóticas. A previsão é de 1 milhão e 500 mil mudas - equivalente a 600 hectares.

O coordenador do programa da Uesb, Adalberto Brito de Novãs, informou que o plantio deve começar no próximo ano, com oferta inicial de 750 mil mudas de eucalipto - para cobrir 400 hectares. O projeto também visa ao plantio de mudas nativas, como angico vermelho, cedro, ipê branco, peroba rosa, aroeira e jequitibá. Entre as exóticas, além do eucalipto, a universidade vai oferecer mudas de algaroba, acácia e neem, uma planta com as propriedades de fungicida e carrapaticida na aplicação de animais.

As nativas serão utilizadas na recuperação das matas ciliares e áreas degradadas - Serra do Periperi - e as exóticas têm a finalidade econômica de restaurar a capacidade produtiva dos solos e evitar a erosão, gerando emprego e renda para a região. Com o eucalipto, principalmente, o programa prevê o plantio na caatinga do sudoeste nos municípios de Licínio de Almeida, Jacaraci, Jequié, Riacho de Santana, Ribeirão do Largo, Cândido Sales, Encruzilhada, Mortugaba, Barra do Choça, Belo Campo e parte de Cãtité.

Mas, há uma resistência na região quanto à utilização do eucalipto nos programas de reflorestamento, com alegação de que a planta resseca o terreno e afasta animais e pássaros. O professor, agrônomo e doutor em engenharia florestal, Adalberto Brito, discorda, argumentando que uma plantação de eucalipto protege e restaura o solo do ponto de vista químico, físico e biológico, aumentando a sua capacidade produtiva. Porém, ele é contrário à utilização do eucalipto em programas de arborização urbana, porque não apresenta características ornamentais.

O engenheiro agrônomo Washington Matos afirma haver controvérsias em torno do eucalipto. Segundo ele, trata-se de uma planta que cresce rápido e que pouco exige do solo, com custo de produção menor em relação a outras culturas.

Concorda que ela demanda muita água e que afasta os animais, daí recomendar que sejam introduzidas outras plantas. Cita que o eucalipto é originária do continente australiano e ilhas vizinhas e são conhecidas em torno de 600 espécies, que vegetam nas mais diferentes condições de solo e clima.

Um dos entusiastas do eucalipto é o médico e produtor Josué Figueira Andrade, que plantou em sua fazenda 100 hectares e já está quase no ponto de corte. Disse ter mercado certo, principalmente para lenha e móveis, mas já visa também a fábrica de calçados que está sendo construída perto da sua propriedade. Consorciado com capim, ele planta com espaçamento de 7 e de 2 metros, mas, só o eucalipto, o comum é 3 por 2 metros.

Fonte: A Tarde
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