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Coordenação de escolas mantém vigilância total sobre as empresas

      
Por mais que muitas empresas considerem um investimento manter seus funcionários em cursos de MBA, nem sempre há boa vontade por parte do chefe imediato em liberá-lo para as aulas - muitas delas, com duração de um dia inteiro. Observando este problema, algumas instituições passaram a exercer vigilância sobre as empresas, cobrando a liberação dos alunos. Assim, cada vez que o aluno falta, a instituição entra em contato com o departamento de RH da firma, exigindo uma explicação.

Há instituições de ensino que exigem, inclusive, que as empresas assinem um termo de compromisso no ato de inscrição do profissional, garantindo que vão autorizar sua saída nos dias e horários das aulas. O Instituto Coppead, da UFRJ, foi um dos primeiros a adotar o procedimento. Noventa por cento de seus alunos têm os cursos pagos pela empresa em que trabalham.

- Os problemas costumam começar no segundo semestre. As firmas marcam compromissos inadiáveis para os profissionais na hora do curso - diz Laura Moura, coordenadora-executiva de MBAs da Coppead, frisando que o método foi adotado há dois anos.

Visitar organizações é uma das ferramentas utilizadas

No MBA em Ergonomia (Ceserg) da Coope/UFRJ, a vigilância sobre as empresas é feita abertamente. Além de cobrar a presença no departamento de RH, a coordenação do curso ainda visita as empresas, segundo Mário Vidal, coordenador do Ceserg:

- O impacto é positivo porque eles constatam que realmente nos preocupamos com o profissional. Até porque nosso nome está em jogo.

Com cinco cursos e 175 estudantes, o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (NCE/UFRJ) mantém o mesmo sistema de vigilância. Segundo Angélica Fonseca, gerente-executiva dos cursos de pós-graduação do NCE, acompanhar a dedicação e o desgaste físico e emocional dos alunos é o que motiva a instituição a exigir da empresa sua liberação:

- Fazer pós-graduação e manter a produtividade no trabalho é um desafio.

Segundo Marina Vergili, gerente-regional da Fesa Global Recruiters, esse mecanismo adotado pelas instituições de ensino é válido, mas o acordo deve ser claro, para não haver mal-entendidos:

- Antes, os treinamentos eram internos, então não havia este problema de liberação. Hoje os profissionais são treinados fora da empresa, o que, em alguns casos, legitima e até pede um controle como este. ( Isabel Kopschitz )

Fonte: O Globo
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