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Anpad vai avaliar MBAs das escolas de administração

      
Cabe hoje ao mercado avaliar os MBAs das instituições de ensino. Afinal, nem mesmo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) fiscaliza os programas. Mas, a partir do segundo semestre de 2004, esse desafio passa a ser da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração (Anpad). A entidade, que reúne as principais escolas do país, começa a formatar um sistema para analisar as especializações das instituições ligadas à administração - como Coppead, Ibmec Business School e FGV. Não entram na avaliação instituições como Coppe, Escola Politécnica e Cefet. E, quando o projeto sair do papel, os profissionais terão mais um critério para escolher seu MBA: o selo de qualidade da Anpad.

- A Capes não tem como analisar os inúmeros cursos do mercado. Isso seria uma missão impossível. Essa avaliação vai agir como um freio da proliferação e uma referência para o aluno - diz o professor Antônio Freitas, diretor do Ibmec Business School, que também é membro da Capes e da Anpad.

Os critérios do selo da Anpad, diz Freitas, ainda não foram definidos. Mas, a princípio, já se sabe que a entidade vai seguir alguns cuidados que a Capes tem ao avaliar os programas de mestrado. Como carga horária, corpo docente e tradição de ensino da escola.

Avaliação dos cursos a cada três anos

- Num mestrado, por exemplo, são exigidos doutores. Essa exigência não faz muito sentido num MBA, em que os alunos querem obter um conhecimento prático e não teórico da gestão. Então, os professores precisam ser especialistas. Eu sugiro que apenas 50% tenham mestrado e doutorado - diz Freitas.

Segundo Freitas, a idéia é que a avaliação seja voluntária. Ou seja: as instituições interessadas na análise da Anpad pagarão uma taxa e serão avaliadas. Não haverá nota, mas apenas o selo, que será uma espécie de certificação:

- Diante da força da Anpad, as instituições vão querer ter a chancela da entidade no curso. Afinal, é mais uma referência para a escola e o aluno vai cobrar isso. E uma instituição vai levar outra a ter a chancela. Quem não tiver vai, naturalmente, perdendo mercado.

A princípio, a avaliação seria a cada três anos, diz o professor. Mas o trabalho da Anpad não vai se resumir a aprovar ou não um programa da escola:

- Haverá um trabalho de diagnóstico, em que a Anpad vai acompanhar cursos e mostrar onde melhorar.

Fonte: O Globo
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