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Primeiro curso de MBA do país faz 21 anos

      
Primeiro MBA do país, o MBA Executivo, do Instituto Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está completando 21 anos em 2003. Aberto em 1982, o curso se inspirou no modelo das escolas americanas de business . E teve como um dos objetivos ser uma nova fonte de recursos para as pesquisas da universidade pública.

- Nos Estados Unidos, os programas executivos são a segunda fonte de recursos para pesquisas, perdendo apenas para doações. Arriscamos ao lançar o programa, já que esse tipo de especialização ainda era desconhecida por aqui - diz Renato Cotta Mello, coordenador de MBA do instituto.

A primeira turma tinha 12 alunos, dos quais 90% eram funcionários de empresas multinacionais. Naquela época, acentua Cotta Mello, as instituições brasileiras não davam importância a esses cursos:

- O grande boom de procura pelos cursos só começou dez anos depois.

Vinte e um anos depois, o Coppead oferece cinco especializações - além do MBA Executivo, há os de Marketing, Finanças, Logística e Saúde - e tem 400 alunos. Letícia Sampaio, diretora-executiva do Instituto Souza Cruz, fez parte da primeira turma do Coppead. Formada em sociologia, com pós-graduação na mesma área, ela diz que o curso foi fundamental para a carreira.

- Meus conhecimentos em business e estratégia de negociação eram muito restritos. Minha carreira foi encaminhada para área de RH e, na época, a empresa me direcionou para a área de treinamento. Como poderia dar conta de desenvolvimento de executivos sem a visão de negócios? - questiona Letícia, única mulher daquela primeira turma.

Curso de finanças adaptado à realidade brasileira
Outro pioneiro em programas executivos no Brasil é o Ibmec Business School, que lançou, em 1984, o primeiro MBA de Finanças do país. A escolha do curso foi feita a partir de uma pesquisa feita com empresas cariocas. E, como a do Coppead, a especialização também tinha como intuito financiar pesquisas - nessa época a única fonte de recursos que o instituto tinha era a Bolsa de Valores.

- No lançamento, apareceram três alunos. Fui de porta em porta, nas empresas, até fechar a turma com 30 - relembra Antônio de Araújo Freitas, diretor do Ibmec.

Em três anos, a instituição já tinha mais de mil alunos e, atualmente, soma quatro mil, entre Rio, São Paulo e Belo Horizonte. O sucesso, diz Freitas, está na adaptação dos cursos à realidade brasileira:

- Com a ampliação do mercado de trabalho, se fez necessário ainda padronizar a formação dos profissionais, que é muito heterogênea por aqui.

Eugênio Mendes trabalhava em uma mesa de open market , em 1984, quando cursou o MBA em Finanças, no Ibmec. Quase 20 anos depois, o hoje fazendeiro, em Minas Gerais, diz que os conhecimentos que adquiriu ainda lhe são úteis:

- Com o MBA, consegui orientar melhor minha carreira. E também ganhei instrumentos para me diferenciar nos negócios.

Fonte: O Globo
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