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Proposta do Governo é rejeitada e greve continua

      
As propostas apresentadas ontem, pelo Governo Federal, aos servidores da UFPB não foram aceitas e a categoria decidiu continuar a greve, iniciada no dia 23 de junho. Segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintesp), Luciana Rangel, as propostas não contemplam as reivindicações dos funcionários. "A orientação do Comando Nacional de Greve é que, se o Governo não apresentar uma proposta concreta que satisfaça os servidores, discutiremos novas formas de radicalizar o movimento", disse.

Enquanto a categoria solicitava um piso salarial de R$ 780,00 e um step (variação de nível) de até 5%, a proposta apresentada pelo Governo foi um piso de R$ 701,00 e um step inferior a 3,5%. "Consideramos essa proposta absurda", enfatizou.

Na próxima segunda-feira, haverá uma reunião do Comando Estadual de Greve e, na quarta-feira, será realizada uma Assembléia Geral, às 10h00, no Centro de Tecnologia, Campus de João Pessoa.

Segundo Luciana Rangel, cerca de 85% dos 5.500 funcionários paralisaram suas atividades. Apenas os que trabalham em setores essenciais, como o Hospital Universitário e alguns laboratórios, estão atuando.

Professores vão se reunir
Os professores da UFPB mantiveram o indicativo de greve para o próximo dia cinco. Na segunda-feira, serão realizadas reuniões em cada Centro da Universidade, para analisar as propostas do governo e, na terça, será realizada uma assembléia geral, às 10h00, no auditório da Reitoria, onde será discutida a permanência do indicativo ou tomadas novas decisões. As negociações dos professores com o Governo Federal vêm se extendendo desde abril.

A categoria reivindica a incorporação das gratificações, que representam quase a totalidade do salário, e a isonomia entre os professores de 1º, 2º e 3º graus. Também lutam pela paridade entre os aposentados.

A contraproposta do Governo, no último dia 21, foi a criação de uma gratificação fixa. Em assembléia realizada em Brasília, o Setor das Instituições Federais de Ensino Superior aceitaram a idéia, mas ainda estão em desacordo com os valores dessas gratificações: R$ 260,00 para os mestres, R$ 454,68 para doutores titulares e R$ 726,28 para doutores adjuntos.

Após assembléia realizada na última terça-feira, a Aduf-Pb apresentou a proposta R$ 540.00 para mestres e demais titulações, R$ 848,40 para doutores adjuntos e R$1.002,40 para doutores titulares. "A gratificação do doutor titular obviamente deveria ser maior que a do doutor adjunto", comentou o diretor de política social Aduf-Pb, Homero Catão.

Fonte: Correio da Paraíba
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