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Para ministro, críticas ao Sinãs são naturais

      
O ministro da Educação, Tarso Genro, disse ontem que as críticas ao Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinãs) são normais, já que o sistema é novo e está sendo aperfeiçoado. O ministro considerou natural a possibilidade de as estaduais paulistas não participarem do sistema.

"As estaduais não fazem parte do sistema federal e têm autonomia para participar ou não da avaliação. Mas, até agora, já tivemos uma ótima adesão, de mais de 60% das instituições estaduais", afirmou, registrando que a maior parte das grandes universidades já aderiu ao Sinãs.

O coordenador do Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior, Hélgio Trindade, disse que conversou ontem com os reitores das três instituições de São Paulo -- USP, Unesp e Unicamp - e não há a negativa de participar da avaliação. "Essa informação saiu de um encontro de pró-reitores de graduação e não é a decisão de uma universidade. Não há uma posição firmada ainda."

No dia 19, o Conselho de Graduação da USP decidiu, a princípio, boicotar a avaliação. A reunião do conselho da Unesp, na qual o assunto será posto em pauta, está marcada para hoje. E o reitor da Unicamp, Carlos Henrique de Brito Cruz, informou que o assunto ainda está sendo discutido na universidade.

Na próxima semana, os reitores e pró-reitores de graduação das três instituições deverão se reunir e decidir oficialmente se participarão ou não do Sinãs. Na ocasião, vão elaborar um documento para ser enviado ao MEC.

Problemas - O sistema de avaliação do MEC recebeu críticas também da Fundação Carlos Chagas, que recusou um contrato de R$ 6 milhões para preparar parte do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

A outra parte da avaliação foi oferecida à Cesgranrio, que ainda não assinou o contrato, mas afirmou que está negociando com o ministério.

Responsável pela elaboração de diversas avaliações e concursos, entre eles o Provão - substituído agora pelo Enade -, a Fundação Carlos Chegas considerou que havia muitos problemas técnicos na proposta. "Fomos convidados, mas depois de enviarmos vários ofícios pedindo esclarecimentos ao ministério, continuamos sem parâmetros mais delineados para elaborar a avaliação. Não tínhamos elementos para fazer uma avaliação séria. Por isso, consideramos bastante temerário assinar um contrato", afirma o presidente da instituição, Rubens Murilo Marques.

Fonte: O Estado de S.Paulo
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