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Educadores propõem o fim do vestibular

      
Uma corrente de educadores defende o fim do processo seletivo (vestibular), visto por eles como o principal causador da interrupção na evolução do jovem. Este foi um dos pontos polêmicos levantados no Fórum Nacional dos Conselhos de Educação, ocorrido em Caxambu (MG), nos dias 22 e 23 de agosto. Sustentam que a escolarização inicia com a educação infantil e prossegue no ensino fundamental, mas quando chega no ensino médio o futuro deixa de ser construído para que o estudante passe a se preparar para uma disputa onde todos os outros jovens são seus adversários.

Segundo o presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE) do Amapá, professor Carlos Nilson, é um tema que está sendo muito difundido em fóruns regionais. "O Amapá não é o único detentor desse pensamento que já está se proliferando em nível de Brasil". O CEE do Amapá enviou para o fórum nacional alguns pontos sobre a Reforma do Ensino Universitário, inclusive para a eliminação das cotas. "Embora sejamos contra (sistema de cotas), entendemos que sua existência, hoje em dia, se pronuncia até como uma necessidade", frisou.

Ao chegar no ensino médio o jovem interrompe a construção do seu futuro, da sua cidadania, da sua profissionalização. Ele simplesmente passa a se preparar para uma disputa. Não existe o consenso da participação em grupo, da idéia de que a equipe é que deve ser trabalhada, da formação de lideranças. O que existe na educação brasileira, a partir da 1ª série do ensino médio, é se preparar para o exame de vestibular porque há uma disputa ferrenha por vagas. "Disputa essa que vai prejudicar muito mais na adolescência, que é exatamente uma das fases mais cruciais da vida na construção da cidadania", afirmou Carlos Nilson.

Os educadores não vêem nada que justifique a exigência do vestibular. Consideram tão sem sentido que o estudante, passando nas provas, esquece tudo que foi aprendido para começar a construir sua cidadania, formar equipe, verificar o científico, que conhecimento precisa adquirir para formar o seu futuro, se engajar e promover a sociedade. Até então ele fica verificando se a questão é a ou b, se c é conjugado com a ou com i, o que caiu nos exames da Unicamp, da UFPA, da Unifap e outras universidades.

O que torna difícil pensar no fim dos processos seletivos são as poucas vagas nas universidades públicas. Professor Carlos Nilson explicou que a universidade tem que ser competente para trazer do ensino médio os melhores alunos. Aqueles que conseguem evidenciar a liderança, formar grupos de estudos, promover melhorias na sociedade. Devido a essa grande concorrência, muitos alunos deixam de fazer o curso para qual estão vocacionados. Acabam optando por outros de menos concorrência ou de mensalidade menor. "A aptidão, a vocação, os ideais do estudante são todos castrados em função de exame de vestibular", lamentou.

Fonte: Amapá News
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