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Vestibular - Alunos esperam mais problemas

      
A reposição das aulas perdidas com a greve dos professores da rede estadual já não será suficiente para reverter o prejuízo dos alunos que estão concluindo o ensino médio e sonham com uma vaga no ensino superior. Ainda que a assembléia da categoria, amanhã, às 15h, decida pelo retorno das atividades, já não há mais tempo viável para que a reposição aconteça antes da temporada de vestibulares, principalmente antes das provas da primeira etapa do processo seletivo da UFMG, marcada para os dias 28 e 29 de novembro.

Os professores reivindicam reajuste de 46%, além da incorporação da Parcela Remuneratória Completar (PRC) e dos abonos aos vencimentos básicos. A Secretaria de Estado da Educação propôs a elaboração de um cronograma de reuniões para estudar formas e prazos de incorporação da PRC e do abono para dar origem a uma tabela salarial para o plano de carreira. Os professores julgaram que a oferta é insuficiente e mantiveram a greve.

Ontem, os professores do turno matutino do Estadual Central, em Belo Horizonte, decidiram sair da greve e retomar as aulas a partir de hoje, para o alívio de Marcos Vinícius Zampier Ferreira, de 18 anos, que pretende conquistar uma vaga no curso de medicina veterinária da UFMG. "Já passei por outras greves, mas essa é mais desgastante porque ocorre num ano crucial. Estou fazendo cursinho, e o que deveria ser um local de revisão das matérias acaba se transformando em onde eu vou aprender, já que a matéria não está sendo dada na escola. O pior é que a reposição de aulas vai terminar depois da primeira etapa do vestibular. Vou para a prova sem ter visto todo o conteúdo", protesta.

Segundo informações do Sind-UTE, 30% das escolas da capital e 10% do interior aderiram ao movimento, deflagrado em 10 de agosto. Nas contas da Secretaria de Educação, são 8%. O governo já afirmou que vai cortar o ponto dos professores faltantes e que não vai pagar pela reposição das aulas. Em contrapartida, os profissionais ameaçam não repor as aulas. "Acho que deve haver uma negociação sensata, pois os prejudicados são os alunos. Desde que entrei na 6ª série, enfrentei greve ano sim, ano não. Acho que isso prejudicou minha formação", avalia Tatiana Ferreira, de 16, aluna do 2º ano.

Fonte: Estado de Minas
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