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Pesquisa aponta baixo investimento em tecnologia por parte de IES

      

Por Renato Marques

Embora exista potencial e intenção de investir em Tecnologia da Informação, as IES ainda estão reticentes quanto ao assunto e preferem desenvolver suas próprias soluções. Essa é a principal constatação de uma pesquisa realizada pela E-Consulting em parceria com o IDG Brasil. O trabalho buscou abranger um universo de 185 instituições de todo o Brasil para obter um retrato do uso da tecnologia nas universidades. No entanto, apenas 10% destas responderam ao questionário.

Segundo o head de talentos da E-Consulting, Luiz Botelho, esse distanciamento das instituições mostra a posição que muitas delas ainda tem quanto à divulgação da maneira como se relacionam com TI. "Essa (dirigentes de IES) é uma população que realmente precisa de uma atenção bem diferenciada, pois desejam conhecer soluções customizadas e adaptadas ao negócio educacional", explicou.

Prova disso é que do total de instituições pesquisadas, apenas 41% tem alguma solução de TI implantada nos seus sistemas de gestão. Destas, 53% trabalham com projetos de baixo custo (42% desenvolvido na própria instituição e 11% open source). Mais significativo ainda é observar que 69% das IES que não possuem soluções implantadas também não pretendem fazê-lo em 2004.

Isso mostra que os gastos em tecnologia ainda são considerados secundários pela maioria das instituições. A escolha das IES ainda não prioriza o uso da informática na gestão das universidades. "Neste ponto da pesquisa, tivemos certeza que o nível de segurança na tomada de decisões por investimentos em tecnologia ainda é muito baixo", afirmou Botelho. Segundo ele, parte disto é explicada pela falta de informação dos gestores.

Espaço para crescimento - No entanto, isso também significa que o espaço para avanços é imenso, uma vez que a grande maioria - 80% - das IES que já investem no setor pretendem aumentar ou, pelo menos manter os gastos atuais. Segundo dados da pesquisa, 41% destas investe, ou pretende investir, mais de 5% do orçamento anual em soluções de TI.

Ao mesmo tempo, a grande maioria delas já percebe os benefícios que estes investimentos podem gerar. Do total, 31% acreditam que a qualidade do ensino pode evoluir após a implantação destas soluções. Para 27%, o principal benefício seria a redução de custos. Ou seja, as próprias IES constatam que tanto o tratamento ao usuário final quanto a eficácia podem evoluir a partir de investimentos em TI..

"Está muito claro para essas pessoas que o principal favorecido é o usuário final. Por isso, elas pretendem combinar essa evolução com maior eficácia, reduzindo custos operacionais", explicou Botelho. "Definitivamente, a visão do problema é bastante positiva, mas as decisões ainda estão muito voláteis", finalizou.

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