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Satélite é fundamental para EAD, diz MEC

      

Por Renata Aquino

Apenas cerca de 50% das escolas públicas brasileiras têm linha de telefone e a 90% dos professores têm como fonte principal de informação a TV "e não livros, revistas ou jornais", declarou a diretora da Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC Carmen Moreira Neves. O IV Seminário Satélites 2004 teve a participação da diretora no painel "Aplicações do Satélite na Educação". De acordo com a diretora, mais 8 mil escolas terão antenas instaladas até o fim do ano para receber conteúdo educacional via satélite.

"Para criar a infra-estrutura necessária, é preciso uma ação conjunta dos governos federal, estadual e municipal junto com a iniciativa privada", afirmou a diretora do MEC. "Os recursos são escassos e é preciso articular ações. No entanto, no futuroÿ
não falaremos mais de EAD mas tudo fará parte da educação tradicional, a EAD é um complemento importante", complementou.

De acordo com o MEC, cerca de 31 milhões de alunos estão no ensino fundamental brasileiro. Outros 7,9 milhões estão no ensino médio, assim como 300 mil professores. No ensino fundamental, são 1,3 milhões de professores.ÿ

O Brasil tem 155 mil escolas, "uma capilaridade que atinge todo o país". A distribuição das escolas favorece, no entanto, a região Sudeste. As universidades também serão beneficiadas pela aposta do MEC na educação a distância. "Pela primeira vez, lançamos uma chamada pública para recursos de EAD nas IES", disse a diretora.ÿ

Para a diretora, houve uma grande evolução na adoção de tecnologias para o ensino. De 1999 a 2003, o aumento de escolas com Internet foi de 676%. Ainda assim, o número é pequeno, apenas 19 mil escolas. O aumento do número de escolas com computadores, não necessariamente com Internet, foi de 90%. Já a quantidade de escolas com PCs para "uso pedagógico" aumentou em 136,4% e representa 22 mil estabelecimentos de ensino. "Consideramos computador para uso pedagógico todo aquele que sirva aos alunos, não apenas aos gestores da escola", disse a diretora do MEC.

"Queremos apostar em diversidade e pluralidade, a melhor mídia é aquela que chega a todos, assim, temos que trabalhar com satélite e com outros meios de comunicação", expôs a diretora. "A partir do ano que vem, já faremos licitações para conteúdo pensando em fornecimento multimídia, para reduzir custos". O MEC aposta em alguns programas para distribuição de conteúdo por satélite. O principal é o TV Escola. Complementam a Rádio Escola, o ProInfo, o Paped, o Rived, o Proformação e o programa Salto para o Futuro. Até o final de 2004, mais 8 mil antenas serão instaladas em escolas para receber o TV Escola, que já chega a 35 mil escolas, das 50 mil que têm TV.

"Os professores ainda têm muita resistência à EAD, acham que a televisão ou o computador virá para substituí-los, procuramos sempre fazer um trabalho de preparação mostrando que a EAD vem para complementar e não substituir", disse a diretora. A meta mais ambiciosa do TV Escola é atingir todas as escolas brasileiras com mais de 100 alunos, chegando a 92% do alunado brasileiro e 60 mil estabelecimentos. Atualmente, 5.406 municípios são atendidos, com 28 milhões de alunos.

O MEC pretende ainda preparar o conteúdo da TV Escola para o formato de TV Digital, que está em estudos no Brasil.

Outro programa de EAD via satélite é o GESAC (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão), uma parceria do Ministério da Educação e do Ministério das Comunicações. O GESAC já chega a 2.500 escolas.ÿ

"A geração digital que está aí já está pronta para o aprendizado com tecnologias, as crianças de hoje é como se já tivessem um chip no DNA, nasceram em um mundo onde as tecnologias já estão desenvolvidas, portanto, o uso da tecnologia na educação é um imperativo ético", disse Carmen Neves.

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