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Notícias

Teste Profissão do mês

      
Idade: 24 anos

Onde estuda: Cursinho da Poli
Elis Regina Rodrigues Siqueira
Idade: 23 anos

Onde estuda: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Fernando Morcelli Duarte
Idade: 57 anos

Profissão: Médico, graduado pela Universidade de Valença do Rio de Janeiro
Conrado Zambrini
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Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Desde pequena tinha o sonho de fazer Medicina. Aliás, quando você conversa com um jovem, é difícil encontrar alguém que nunca sonhou em ser médico, mesmo que depois tenha desistido da carreira. Além disso, eu morei algum tempo com uma grande amiga que fazia Medicina e acabei me encantando com sua rotina. Acredito que, em parte, escolhi a profissão não só pela admiração, mas também pela dedicação que via em minha amiga com relação a seu trabalho.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Escolhi Medicina pelo fato dela possibilitar ao profissional ajudar diretamente à população. Um gesto que sempre me pareceu muito bonito, muito nobre. Além disso, fui hospitalizado uma vez e não gostei da maneira como fui tratado, então percebi que poderia atuar de alguma forma para que as pessoas que precisam de cuidados médicos tenham um atendimento de qualidade. Achei que podia fazer diferença nesse sentido.
Profissional - Por que escolheu a profissão?
A escolha de uma profissão é um tanto quanto nata. De todas as profissões sempre me identifiquei e tive mais afinidade com a Medicina, justamente pela possibilidade de fazer com que a vida de um cidadão possa passar sem dor ou ao menos fazer com que essa dor seja diminuída. O médico pode criar condições para minimizar as doenças e fazer com que a espécie humana tenha uma vida mais digna.
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Vestibulando - O que espera do curso?
Há muitas universidades oferecendo o curso de Medicina. Me pergunto: "que tipo de profissional estas instituições estão formando?". Gostaria que fossem profissionais mais humanizados, que não saíssem "endurecidos" após 8 anos de graduação. O mais importante em um curso de Medicina hoje é formar o médico preservando seu lado humano. Essa questão está muito bem representada no filme ïPatch-Adams - O amor é contagioso`, com o ator Robin Williams. Para mim, a obra é uma referência a todos os estudantes da área.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Sim, principalmente agora no 3º ano, quando vivenciamos mais a prática da Medicina. Nos primeiros dois anos, o curso oferece as disciplinas de Bioquímica, Anatomia e Fisiologia, que estão mais distantes do dia-a-dia do médico. A partir do terceiro ano é que começamos a ter contato com as especialidades de cada área como ortopedia, pediatria e ginecologia. Com certeza tudo fica melhor quando passamos a ter contato com a profissão na prática.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
Foi compatível com o que eu esperava, mas é importante destacar que, independente da universidade, um curso de graduação nunca corresponde totalmente às expectativas do aluno, porque não existe o curso perfeito. Contudo, ele pode oferecer mecanismos para que o estudante se torne um bom profissional. Mas, muito além do curso universitário, é importante que o estudante sempre esteja procurando evoluir e aprimorar seus conhecimentos para ampliar seus horizontes.
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Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Não tenho a menor idéia. Não escolhi a profissão pensando por este lado. Mas posso dizer que minha amiga médica ganha em torno de R$ 6.000,00 e R$ 7.000,00 por mês o que, sem dúvida é uma excelente remuneração, mas isto não é o mais importante para mim. O que eu realmente espero é poder fazer meu trabalho contribuindo para que um dia o Brasil ofereça serviço de saúde de qualidade à população, que merece tratamento mais digno do que o existente hoje.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formado?
Não sei bem o valor específico. Por exemplo, um recém-formado que vai fazer residência, como no meu caso, deve ganhar em média entre R$ 1.500,00 e R$ 1.600,00. Neste caso é importante lembrar que, no Brasil, o salário de um médico residente é igual em todas as regiões.
Profissional - Quanto ganha?
Isso é muito variável. Para os profissionais liberais como eu, não existe uma remuneração específica. Isso é mais fácil de encontrar em médicos que atendem pela prefeitura ou pelo estado. Porém, eu diria que, para um médico com minha experiência, que atenda também pelos planos de saúde, a remuneração mensal gira em torno de R$ 8.000,00.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Por já estar na área - sou Técnica em Radiologia - aprendi muito. Observando os profissionais, percebi que muitos não se reciclam. Acredito que essa constante reciclagem contribui para o crescimento profissional e pessoal. Na Medicina, você tem a vantagem de se desenvolver a cada dia, porque a própria área não pára de evoluir. Cada paciente é diferente do outro. Neste sentido, buscar novos conhecimentos para diagnosticar diferentes patologias é, sem dúvida, um ponto positivo da profissão.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
O mais gratificante é ajudar as pessoas. Normalmente os pacientes vêm até o médico muito esperançosos, depositando uma confiança muito grandes nestes profissionais. O melhor da profissão é corresponder a estas expectativas.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
A satisfação em ver a alegria e a felicidade estampada no rosto de uma pessoa que estava sofrendo, ou até prestes a morrer, e que teve a saúde de volta. Esta é a melhor gratificação e remuneração que um médico pode ter.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Acredito que a decadência da saúde pública no Brasil. ? muito complicado tentar fazer um bom trabalho em um país onde não se investe tanto em saúde.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Hoje, vejo que a maior dificuldade é em termos de Saúde Pública. Os recursos são escassos e talvez sempre sejam. Trabalhar neste cenário é um desafio. A gente sabe que tem muita gente precisando de médicos. ·s vezes o problema não é nem tão grave assim, mas a pessoa que depende da Saúde Pública não tem alternativa. Ela vai ter que esperar atendimento nas filas ou no corredor dos hospitais. Isso é o mais triste da Medicina. Incomoda muito saber que há pessoas precisando de tratamento mas que não conseguem obtê-lo.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
A frustração é ver que os governos, de forma geral, investem em indústria armamentista e em políticas que visam construir apenas bens materiais, deixando em um patamar bem baixo a saúde e a educação da população. Além disso, o percentual sobre a arrecadação do país, do estado e do município, em relação a investimentos nestas duas áreas também é muito baixo. Se houvesse um equilíbrio dos investimentos, com certeza a qualidade da Saúde Pública no país seria bem melhor do que sua condição atual, na qual o ser humano está renegado a uma situação de marginalidade.
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Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Infelizmente, a Medicina no Brasil está em decadência. Em parte por culpa do governo e, também, por alguns profissionais da área médica. Médicos que optaram pela medicina por dinheiro ou status e não por amor à profissão. Em contrapartida, acredito que este cenário tende a melhorar. Temos ótimos profissionais se formando e muitos já atuantes que continuam lutando pela melhoria do sistema de saúde pública no país.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Hoje em dia a Medicina é uma das poucas áreas em que apesar de estar com o mercado saturado, não apresenta alto índice de desemprego como no Direito e nas Engenharias, por exemplo. Isso é bom hoje. Porém, no futuro, esta "vantagem" tende a desaparecer. Com o grande número de profissionais no mercado devido à enorme quantidade de universidades que oferecem o curso, acho que haverá uma desvalorização da Medicina, formando médicos dispostos a tudo para ganhar dinheiro.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Hoje em dia a turma fala que tem muita escola médica. O grande problema é que os alunos formados por estas escolas, estejam elas no interior ou nas grandes cidades, não vão atender nas pequenas cidades do país. Todos vêm em busca das capitais. Isso cria um inchaço na profissão e uma queda na qualidade do atendimento. Com isso, a população acaba sendo prejudicada. Se houvesse uma política de melhor distribuição de profissionais da área médica, com salário e condições dignas de trabalho, tanto nas capitais como no interior, certamente não sofreríamos com este problema.
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Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Medicina e outras áreas?
Ter os pés no chão e saber o que você quer. Aprofundar mais seus conhecimentos sobre a carreira é fundamental. Além disso, é importante destacar que não adianta optar por um curso por dinheiro. ? muito difícil ir até o fim se esta não for sua vocação. O estudante tem que ter consciência de que sua escolha deve levar em consideração o seu dom, independentemente do retorno financeiro que ele possa trazer.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Medicina?
Dou uma dica que recebi quando estava no 1º ano do curso e em "crise" quanto à Medicina: tudo melhora no 3º ano. De fato, melhora mesmo. Essa é a melhor dica para que os estudantes que ingressaram no curso não o abandonem. Hoje, tenho consciência de que é Medicina é o que quero para o resto de minha vida. Talvez seja pedir muito esperar até o 3º ano para perceber se realmente quer continuar na profissão. Nesse sentido, é sempre bom conversar com profissionais e outros estudantes que estejam em um nível mais avançado para saber o que você vai aprender e o que a universidade pode oferecer.
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Procurem investir na formação onde houver a melhor oportunidade. Façam seus cursos de atualização nos grandes centros, mas depois, o ideal é ir para locais onde existe uma população que precisa de assistência médica. Voltem para o interior, se for o caso, para oferecer um serviço de qualidade nestas regiões. Com certeza haverá muito o que se fazer pela população e, além disso, provavelmente a qualidade de vida que você irá encontrar será muito melhor do que nas grandes metrópoles.
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