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A viagem do Raphãl Di Santo ao campus

      
Conhecer o Departamento de Anatomia do IB, objetivo dos alunos do Jardim Garcia.
Sem o compromisso diário escolar, o clima era de festa ou euforia, daqueles sentimentos que não se definem muito bem. Afinal, para a maioria dos 130 alunos do Instituto Educacional Raphãl Di Santo, no Jardim Garcia, em Campinas, seria a primeira oportunidade de conhecer a Unicamp. O destino era certo: o Departamento de Anatomia do Instituto de Biologia . "É verdade que lá tem cadáver?", pergunta um dos mais ansiosos alunos da classe.

Talvez ele quisesse discordar da maioria de seus colegas que aguardavam a hora de poder conhecer um dos locais mais visitados em dias como este.

Havia também outros interesses como, por exemplo, o Instituto de Física, Engenharia de Alimentos e Faculdade de Ciências Médicas. "E os ETs onde ficam?", pergunta outro aluno da turma. Ele queria dizer os gênios, "aqueles que se racham de estudar". Pela fama da Universidade, entendia que encontraria em dúzias os "ETs" como chamou. Mas logo a euforia tomou conta e conversas sobre futebol, rap e funk era o que mais interessava.

O Instituto Raphãl Di Santo foi a terceira escola em número de inscrições. No total 400 alunos devem passar pela Unicamp nestes dois dias de evento. "Não pudemos trazer todos hoje por conta do feriado, mas com certeza amanhã os estudantes deverão realizar o passeio com a família", acredita a coordenadora Maria Eli Tunin. A idéia, segundo ela, era trazer inclusive os alunos da 8ª série.

O único problema era que a escola tem por tradição realizar o desfile da fanfarra pelo bairro em comemoração ao dia 7 de setembro e os estudantes estavam envolvidos com o acontecimento. Todas as séries do Ensino Médio, no entanto, foram convidadas a participar.

Partida - Parecia que tudo estava pronto. A professora de Língua Portuguesa Leila Aparecida da Silva acompanharia a turma do 1º ano. No ônibus, idéias e sensações. Tudo ainda é muito novo.

A indefinição na carreira, o namoro que não acontece ou os conflitos familiares povoam a mente dos adolescentes. Mas nada disso a ponto de interferir em um momento de reflexão. Afinal seria a oportunidade de decidir por uma carreira.

Renato Vitorino do 2º ano tem muitas idéias e nada definido. "Sempre tiro boas notas em Física. Se decidir vou fazer Unicamp, né. É uma das melhores e está bem perto pra mim". Já Isabela Maria Dentini de Andrade também do 2º ano não tem dúvidas, quer fazer Medicina. Gosto da área e acho que me daria bem. "A situação da Saúde no Brasil é bastante precária".

Chegada - Quando o ônibus se aproxima, o silêncio toma conta dos adolescentes. A expectativa é grande. A ordem é deixar a moçada à vontade sem cercar muito. Os alunos Alexandre Nascimento da Silva, Eric Costa Diniz, Henrique dos Santos Guilherme e Diego Antonio Canova, todos do terceiro ano, vão ficar juntos. Também já definiram suas opções no Vestibular e sabem bem o que querem conhecer. Eric já fez inscrição para Unicamp e Ita e presta Engenharia da Computação. Desde os 12 anos se interessa por isso e nesta mesma idade aprendeu a desmontar computadores.

Influenciado pelo pai na profissão está estudando com afinco. Henrique quer ser pesquisador. Irá prestar Biologia e acredita que tem muito a contribuir para este país. Pretende se dedicar a pesquisas na área de câncer. "Quem sabe não conseguiria contribuir para reduzir o número de óbitos". (Texto e fotos digitais: Raquel do Carmo Santos)

Fonte: Unicamp


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