text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Pela melhoria do ensino

      
As universidades paranãnses estão recebendo bem o novo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinãs), instituído pelo Ministério da Educação (MEC), e que iniciou sua primeira fase, a auto-avaliação, no dia 1.º. "? um método muito bem-vindo e já vale a pena simplesmente pelo fato de precisarmos repensar a instituição", analisa a professora Jackelyne Veneza, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

A docente é presidente da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UEPG, que tem integrantes do empresariado local e da imprensa, entre outras áreas. "A presença dessas pessoas traz uma visão de fora, que é valiosa e ajudará a comunidade a conhecer melhor a universidade", diz Jackelyne.

O presidente da CPA da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, Jayme Bueno, concorda. "Fazer uma auto-crítica é um trabalho complexo e a sociedade civil nos ajudará muito nisso."

Além da necessidade de um olhar crítico sobre as instituições, a professora Nilce Nazareno da Fonte, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), aponta outro desafio do processo. "Temos cerca de 35 mil alunos, 2 mil docentes e 5 mil funcionários. ? um universo grande para examinarmos", afirma. Nilce preside a comissão da UFPR, que conta com um representante da Associação de Moradores de Curitiba e outro do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) do Paraná.

As CPAs estão apenas começando suas atividades, analisando as instruções enviadas pelo MEC. Em outubro, haverá um seminário em Santa Catarina, dirigido aos membros das comissões da Região Sul. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) está mais atrasada: até agora, só a presidente se cadastrou no MEC. A assessoria de imprensa da UEM informa que ela ainda está elaborando os critérios para a escolha dos membros.

O representante da PUC acredita que o Sinãs será positivo ao criar uma cultura de avaliação no Brasil. "As instituições terão de estar muito atentas à qualidade daqui em diante." Nilce faz uma associação entre este movimento de análise do ensino superior e o boom de faculdades no Brasil. "Em Curitiba, vejo cursos que funcionam sem ter condições para tal. Precisamos atender à demanda por vagas, mas não de forma irresponsável", argumenta.

Um ponto elogiado pelas universidades é o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o substituto do Provão. "A mudança é muito boa. O Provão estava supervalorizado e criou uma mentalidade de competição que resultou em uma mercantilização do ensino, como se as faculdades dissessem "coloque seu filho aqui porque tiramos A"", diz o coordenador de Ensino Superior da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Tarcísio Trindade. Para as professoras Nilce e Jacke-lyne, o Sinãs colocará a prova em seu devido lugar: como parte de um conjunto.

As universidades estaduais têm um sistema próprio de avaliação, feita por uma comissão que inclui integrantes das escolas, do governo e da sociedade civil. "Nem por isso ficaríamos de fora do Sinãs, que tem pontos positivos que devemos aproveitar. Entendemos que a lei pretende abranger todas as instituições de ensino superior do país", diz Trindade. Com isso, será evitada no Paraná uma situação semelhante à de São Paulo, onde as três universidades estaduais consideram a hipótese de não fazer parte do sistema, porque a inclusão é opcional para as instituições estaduais e municipais, sendo obrigatória somente para as federais e particulares. "Pelo menos em relação às faculdades e universidades estaduais paranãnses, esperamos adesão total", afirma Trindade.

Fonte: Gazeta do Povo
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.