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Escolas de negócios / Introdução - O que o aluno ganha com isso? - I

      
Há poucos meses, um decano de uma importante escola de negócios latino-americana comentou com jornalistas, durante um seminário internacional em Atlanta, nos Estados Unidos, sobre a necessidade de a América Latina melhorar um índice econômico que, para ele, era fundamental para a competitividade global. A proporção de graduados MBA per capita. Fazer um censo de todos os programas existentes em um país é difícil ? dependendo obviamente do país ?, ainda mais se estamos falando de toda a região. No entanto, além de lançá-lo como um tema de investigação válido, a pergunta merece uma segunda consideração. Na verdade, mais que a quantidade, a pergunta relevante é quantos programas de qualidade existem na América Latina. Segundo diversos estudos, é a variável de qualidade, e não de quantidade, que tem relação mais direta e significativa com o desenvolvimento econômico. E em nove anos de existência, este sempre foi o norte do Ranking das Melhores Escolas de Negócios de Américãconomia.

Segundo nossa avaliação, em 2004, a melhor escola é a costa-riquenha Incã, que pelo segundo ano consecutivo ocupa o topo da lista. O elemento-chave da metodologia continua sendo a qualidade acadêmica do corpo docente, certamente correlacionada a outras três áreas: criação de conhecimento, qualidade e inserção internacional e prestígio local e regional. Para chegar a esta conclusão é fundamental ter uma visão interna das escolas de negócios como organizações e da forma como
estruturam seus processos. A existência de um corpo docente de qualidade internacional ? medida pelos seus graus acadêmicos, universidades de origem e prevalência de professores em regime de tempo integral ? deve somar-se à criação de conhecimento, inserção internacional da escola e ao prestígio que isso constrói a longo prazo (esta é a variável que se modifica mais lentamente ao longo do tempo).

Embora isso não seja pouco, não é o bastante. Tais qualidades, certamente devem ser traduzidas em benefícios para os alunos. ? o que permite às escolas oferecer especialidades e matérias eletivas consistentes, baseadas efetivamente em conhecimento e não apenas em voluntarismos comerciais. Por esse motivo, construir um bom faculty ? corpo docente, em bom português ? não é coisa para curto ou médio prazo. Pode levar até três ou quatro anos para encontrar o professor com as credenciais acadêmicas e a experiência apropriada para assumir uma determinada área.

Com certeza, as melhores escolas de negócios do nosso Ranking são as que oferecem esses benefícios de forma mais consistente. Comparando com o setor exportador, enquanto empresas e economistas se perguntam qual é o valor de um quilo de exportação latino-americano contra o de países desenvolvidos e outras economias emergentes; para as escolas, a preocupação é efetivamente quanto pesam seus programas, segundo os parâmetros medidos por nossa metodologia. A grande surpresa deste ano foi a Escola de Negócios da Universidade Católica do Chile que, no segundo lugar, superou pela primeira vez a Escola de Graduados em Administração e Direção de Empresas (Egade) do TEC de Monterrey, no terceiro lugar. Nos últimos anos, "A Católica" tem dado todos os passos necessários para fortalecer seu corpo docente e despertar institucionalmente para a criação de conhecimento ? por meio de papers de qualidade internacional e pesquisa aplicada?, para oferecer um dos melhores currículos da América Latina, tanto em seus cursos mínimos como em suas matérias eletivas, a cargo de especialistas das melhores universidades dos Estados Unidos e da Europa.

Nos últimos cinco anos, a Católica chilena praticamente reinventou seu programa MBA período integral ? que é onde as escolas tradicionalmente ganham prestígio?, reduzindo-o para 15 meses e adaptando-o aos ciclos acadêmicos de EUA e Europa. Essa medida facilitou as experiências de internacionalização para os estudantes que desejassem tomar esse caminho. Desde 2003, também incluiu uma viagem de estudos de uma semana para EUA ou Europa e uma oficina de recolocação profissional de 30 horas, realizada em conjunto com uma consultoria especializada, no estilo das escolas de países desenvolvidos.

Além disso, a escola chilena aumentou sua oferta de linhas de pesquisa ? por exemplo, em governança corporativa ? e também lançou iniciativas estendidas à toda a universidade, na área de empreendedorismo. Como se não bastasse, a Católica tem um bem posicionado programa Executive
MBA na América Central, que potencialmente pode ampliar-se a outros países da região. Esta é uma das experiências de internacionalização de programas mais bem-sucedidas de toda a América Latina, talvez somente comparável às incursões de algumas escolas estrangeiras como a Texas-Austin no México e o programa que a Universidade de Tulane tem em parceria com a Escola de Graduados da Universidad de Chile (Economia e Administração).

Claro que o mexicano TEC sempre mantém seus esforços e pode recuperar o terreno perdido no Ranking nos próximos anos. Desde o começo de 2003, a escola mexicana começou a desenvolver uma forte frente de pesquisa, separando de seu orçamento nada menos que ? escute bem ? US$ 17 milhões! Para os próximos cinco anos, o objetivo é desenvolver 25 cátedras de investigação, com um inovador sistema que busca fazer economicamente sustentável esse esforço (ler matéria sobre pesquisa na pág. 48). A idéia é deixar de ser uma teaching university. Para isso, o TEC quer dar mais ênfase à pesquisa em seus campus maiores e privilegiar o ensino em seus centros de menor porte. Por isso, o instituto não só deverá aplicar estes recursos, mas também estruturar essa nova e intensiva função de pesquisa de tal forma que ela seja transformada em valor agregado para alunos e professores, que contam com uma oportunidade inigualável para evoluir de professores-pesquisadores para pesquisadores-professores. ? o sonho de vários de seus docentes. Certamente, os efeitos dessa reforma serão maximizados pela aliança entre o TEC e o MIT Sloan School of Management para atacar o lucrativo segmento de Educação Executiva dirigida às empresas, por meio do novo Instituto de Alta Direção, criado pelos mexicanos.

Fonte: Américãconomia
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