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Escolas de negócios / Introdução - ? hora de refazer a lição

      
Os grandes escândalos corporativos nos Estados Unidos deixaram marcas profundas. Algumas escolas de negócios, como a Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, levaram tão a sério as lições deixadas por escândalos como o da Enron ou da Worldcom, que estão fazendo seus alunos visitarem criminosos de colarinho branco para escutar explicações diretamente dos executivos envolvidos. A esta altura, é clichê dizer isso, mas é inegável que o mundo dos negócios mudou muito nos últimos anos, o que trouxe importantes conseqüências não apenas para empresas e executivos, mas para as escolas e seus programas de MBA. Sim, porque até agora elas são o lugar favorito para o aperfeiçoamento de executivos.

No princípio, as críticas vieram dos próprios docentes das escolas de negócios (por exemplo, Jeffrey Pfeffer, de Stanford e mais radicalmente Henry Mintzberg, da canadense McGill University), o que não é a primeira vez que acontece. Em 1950, com a massificação dos MBA nos EUA, iniciou-se uma série de discussões sobre a forma como se ensinavam negócios, motivando uma reforma cujos princípios são mantidos até hoje: nos MBA ensinam-se disciplinas básicas (o chamado currículo core ou medular), que logo se integram em cursos de management. No entanto, nos últimos anos, e marcadamente no final de 2003, o que se vê é uma nova época de reforma.

Retorno.
Desde 1999, praticamente todas as escolas de negócios revisaram sua estrutura, conteúdo e, em geral, seus programas MBA. Esta situação poderia parecer óbvia, mas o movimento é muito mais do que uma rotineira atualização dos programas para mantê-los em sintonia com o mercado, ou para responder à queixa de alguns docentes e pesquisadores. A crítica contra os MBA já aparece nas empresas e consultorias. Os recrutadores de pessoal que tradicionalmente buscam alunos nesses mestrados questionam o retorno sobre o investimento ao contratar um executivo só porque ele tem diploma em um desses MBA.

Por isso, faz mais sentido que nunca considerar, em qualquer comparação entre programas, não apenas qualidade acadêmica, prestígio, poder de marca e grau de internacionalização do programa. Também é preciso levar em conta o grau de inovação curricular de um MBA, no que diz respeito à forma com que ele satisfaz a demanda de empresas e consultorias, que se deram conta de como o mundo mudou nos últimos tempos. Desde 2003, a metodologia de nosso Ranking de MBA Global começou a incorporar a medição deste parâmetro de forma qualitativa, o que levou ao primeiro lugar a Sloan School of Management do norte-americano Massachusetts Institute of Technology (MIT), que mantém a posição este ano.

A mistura de excelência nos atributos tradicionais junto à inovação exigida pelo mercado explica os movimentos mais importantes no Ranking deste ano, como a queda de Harvard, que empata em terceiro com Stanford; a subida do suíço IMD do 18º lugar para o 15º; ou da Goizueta Business School, da Emory University, em Atlanta, que avançou do 38º lugar para o 33º.

Outras escolas que este ano entram pela primeira vez no Ranking, como a inglesa Cambridge, as norte-americanas Notre Dame, Michigan State, University of Miami e a European School of Management, também começam a competir na primeira divisão em qualidade, internacionalização e inovações.

Algumas destas novidades são os currículos mais flexíveis que, por exemplo, permitam aos estudantes ter cursos de especialização no primeiro ano; incorporar melhores opções de aprendizagem em campo, cursos de ética, responsabilidade social, governança corporativa e, em geral, de habilidades de direção administrativa e desenvolvimento pessoal. Aos executivos já não basta ter um cérebro brilhante, um ego inflado e uma função de utilidade pessoal como a que tinha Jeffrey Skilling, CEO da Enron, que costumava se gabar de ter integrado a lista dos Top 5 de sua geração no MBA de Harvard, mesmo que hoje, seguramente, esteja entre os Top 5 executivos acusados de envolvimento com crimes do colarinho branco em seu país.

Fonte: Américãconomia
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