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Escolas de negócios / Introdução - O que o aluno ganha com isso? - II

      
Em um tempo no qual os MBA são tão difundidos, às vezes tudo parece facilmente replicável. Dos cursos de habilidades administrativas à especialização, passando por seminários internacionais ou mesmo programas de consultoria internacional como o Global Consulting Practicum, da Wharton School, antes patrimônio exclusivo na América Latina da Universidad Adolfo Ibá¤ez, do Chile ?no terceiro lugar, mas agora também uma opção da Universidad del Pacífico, no Peru. O chamado dilema do prisioneiro, no qual, no fim, todos terminam fazendo a mesma coisa ? um clássico da teoria de jogos ? aplica-se perfeitamente a esta situação. Para isso contribuíram as creditações internacionais e também as associações de escolas, como o Programs in International Management (PIM), onde o benchmarking é uma das atividades realizadas. Assim, é cada vez mais importante continuar realizando uma análise in loco dos programas, para estabelecer quem tem as melhores práticas e quais escolas estão ensinando com qualidade internacional.

Entre as escolas mais inovadoras nesta categoria está o Iã de Argentina, no oitavo lugar, e o Coppead, da UFRJ, no nono lugar. A primeira é uma das poucas escolas de seu país que aproveita a oportunidade criada pela desvalorização cambial no país para abrir seus programas a alunos estrangeiros, que antes não podiam arcar com o curso por causa do sobrevalorizado custo de vida argentino. Além disso, o Iã criou um programa de um ano de duração para facilitar a vida dos estudantes estrangeiros. Já o Coppead lançou seu Pós-MBA, uma série de programas curtos exclusivos para seus graduados e focados na atualização de conhecimentos. Nos EUA este é um dos segmentos de maior crescimento e pela massificação deste grau acadêmico, também deverá chegar a esse nível na América Latina.

Por causa da atual massificação e, ao mesmo tempo, homogeneização, a experimentação também se transforma em uma prática que muitos decanos começam a considerar. De fato, ainda que 64% dos professores entrevistados nas pesquisas deste especial consideram que a formação dos programas MBA ajuda a melhorar a gestão empresarial, 44% deles acham que poucas escolas continuarão desenvolvendo programas de qualidade e 34% concordam em pensar em uma nova variante de pós-graduação em negócios, com novos conteúdos e metodologias.


Uma das escolas que lidera esta nova tendência é a Fundação Dom Cabral (FDC), no 14º lugar, que saltou do 18º no ano anterior e foi uma das escolas que mais avançaram no Ranking deste ano. Com um modelo completamente fora de todos os cânones e instalada em Belo Horizonte, portanto fora do valorizado eixo Rio-São Paulo, a FDC conseguiu cativar grande parte das empresas brasileiras (80% de seus alunos não são mineiros), sem medo de falar em "desenho de soluções educacionais" e de ter project managers encarregados de coordenar seus distintos programas de formação executiva. Graças a isso, conquistou parceiros como a francesa Insead ou a norte-americana Kellog. "Trabalhamos com as companhias e não para elas", ressalta seu presidente e fundador, Emerson de Almeida, jornalista especializado em economia que, já nos anos 70, percebeu que uma escola de negócios precisava de faro para orientar suas atividades em função do cliente, uma das regras de ouro do marketing.

A inovação, mas principalmente a internacionalização, pode ser um excelente avanço para as escolas de negócios, o que mostra um processo futuro de melhoria na oferta de programas de pós-graduação. O caso mais pronunciado é o do Iesa, da Venezuela, no 15º lugar, que, apesar de tudo ? do controle cambial, da vitória de Chávez no referendo ? obteve a cobiçada creditação da norte-americana AACSB, e aproveitou para rejuvenescer seus programas de MBA. Tremenda façanha num ambiente de incerteza, do qual mais de uma escola de negócios estrangeira fugiu. Casos similares são o de escolas emergentes, como a chilena Universidad del Desarrollo, no 19º lugar, que estreitou laços com a norte-americana Babson College, oferecendo graduação dupla, ou a Business School São Paulo, que junto com a Rotman School of Management ? a excelente escola de negócios da canadense University of Toronto ? e a suíça Universidade de Saint G„llen ? uma das escolas mais prestigiosas de língua alemã ?, lançou um MBA Executivo Global, com módulos em São Paulo, Saint G„llen, Toronto, Hong Kong e Xangai. Mais um sinal, entre tantos, de que a globalização pode ser um modo efetivo de assumir maiores desafios de qualidade internacional e de fazer com que uma escola deixe de ser um commodity.

Fonte: Américãconomia
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