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Mercado precisa de profissionais

      
Os setores de zootecnia, medicina veterinária e agronomia são carentes de profissionais em Mato Grosso. Esta é a afirmação de Márcia Venturini, que é diretora da MV Consultoria, empresa especializada em gestão, mas que também atua na seleção de pessoal. Ela diz que tem recrutado profissionais destas áreas em outros Estados. "Fazemos o processo de seleção via online", explica.

Segundo ela, o mercado mais carente é o da zootecnia. "Ainda não temos faculdades ou universidades que formam estes profissionais em Mato Grosso. Sendo assim, estamos importando de outros Estados", enfatiza.

O diretor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (Famev), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), João Pedro Valente, confirma a informação de Márcia e acrescenta: "Temos os cursos de agronomia e medicina veterinária e a procura por estes profissionais é grande e fica ainda maior no fim do ano. Porém, os salários ainda são pequenos. Por outro lado, se o profissional for bom, o crescimento dentro da empresa que contrata ou no mercado de trabalho é rápido", destaca.

O diretor ressalta ainda que, já existe uma faculdade de zootecnia em Rondonópolis, município situado a cerca de 200 km de Cuiabá. "Temos uma turma cursando o quinto semestre. Logo estaremos colocando profissionais neste mercado e com isso vamos conseguir amenizar um pouco a demanda", avisa

De acordo com Márcia, a maioria dos profissionais desta áreas, em Mato Grosso tem, apenas, formação técnica. Porém, o mercado tem exigido pessoas que agreguem uma visão comercial a esta formação técnica. "A maior procura por estes profissionais vem do interior e muitas vezes as pessoas qualificadas para a vaga vivem nos grandes centros e têm um pouco de dificuldade para se adaptar. Mas na hora da entrevista, verificamos tudo isso, inclusive se ele tem perfil e se poderia se adaptar com facilidade", ressalta.

Valente conta que nestes cursos há uma exigência curricular de estágios. "Na medicina veterinária, o estágio deve acontecer no nono e décimo semestre. Já na agronomia, começa um pouco mais cedo, no quinto semestre. Mas a maioria dos alunos começa a fazer estágio no começo do curso", diz.

Apesar do índice de formados ser de 90% em relação ao número de alunos que iniciam os cursos de medicina veterinária e agronomia, na opinião de Valente, o mercado é carente porque nem todos que se formam vão para o mercado de trabalho. "Muitos vão trabalhar na fazenda do pai, do avô e outros investem em seu próprio negócio", ressalta.

Outro agravante que torna o mercado de trabalho, nestas áreas, ainda mais carente em Mato Grosso é que o setor de atuação do engenheiro agrônomo, por exemplo, é bastante amplo. "Ele pode e deve atuar em diversos segmentos. Por isso, a procura por profissionais é grande. Assim, apesar do número de formandos ser alto, ou seja, cerca de 30 por ano, não atende a demanda do Estado que tem como base da economia a agropecuária", enfatiza João Pedro Valente.

Fonte: Gazeta Digital
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