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O Brado do Ipiranga

      

Sumário

Um dos principais objetivos da coleção Acervo, editada pela Edusp, em parceria com o Museu Paulista da USP, é o de tornar acessível, seja a pesquisadores, seja ao público mais amplo, textos de historiadores e documentos, pertencentes ao acervo do Museu, que constituem referências para o conhecimento da complexa formação histórica da sociedade brasileira e paulista.

Nesse sentido, a edição fac-similar da obra O Brado do Ipiranga, de Pedro Américo de Figueiredo e Mello, escrita e publicada pela primeira vez em 1888 - acompanhada de esboços do artista pouco conhecidos e explorados - vem preencher lacuna significativa em termos do estudo da formação da memória da Independência e da compreensão dos significados históricos e estéticos daquela que se tornou a representação emblemática do episódio de 7 de setembro de 1822.

Para os inúmeros freqüentadores do Museu Paulista da USP - o conhecido e querido Museu Paulista da USP -, a tela Independência ou Morte!, que pode ser observada no Salão de Honra e que se expressa em uma das mais importantes peças de nosso rico e variado acervo, testemunha não só o sentido que a Independência adquiriu nos fins do século XIX como exprime, de forma cabal, o caráter do edifício-monumento construído para delimitar o lugar do "grito" e que, desde os últimos anos do século passado, abriga o Museu e suas coleções.

Mais do que isso, porém, em razão da intensa visitação de professores e estudantes, o painel, além de sensibilizar o olhar para traços, cores, dimensões e impressões historicamente datados, tem servido como eixo ou motivação para o ensino da história e para a elaboração de reflexões sobre os modos pelos quais aprendemos a conhecer a Independência.

Por essa razão, é muito oportuna a edição deste opúsculo e dos esboços, juntamente com a tela e cartas do artista aqui reproduzidas. Trata-se, na verdade, de conjunto de fontes históricas de inegável valor que faz parte do patrimônio cultural deste país. Mas, além disso, sua divulgação e mais fácil acesso certamente irão motivar novas pesquisas sobre o leque bastante grande de problemas colocados, seja pela tela, seja pelo opúsculo, seja ainda pelos esboços. Ou seja, nunca é demais insistir, os acervos museológicos e mais especificamente os acervos conservados no Museu Paulista representam documentos de inestimável valor para a investigação e produção de novos conhecimentos sobre nossa história e nossa cultura. São também, ao lado do próprio espaço do Museu, pretextos para a fruição estética, prazerosa e lúdica que instituições como essas podem proporcionar ao público.

Assim, convido o leitor a acompanhar o traço e as palavras de Pedro Américo e a discutir, juntamente com as considerações de Cecilia Helena de Salles Oliveira e Claudia Valladão de Mattos, a obra e as propostas de um dos mais importantes artistas brasileiros. Mas, que o convite não se limite ao livro. Nada substitui uma visita ao Museu Paulista e o impacto provocado pelo encontro, ao vivo, do painel Independência ou Morte!

*Prof. Dr. José Sebastião Witter - Diretor do Museu Paulista - USP

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