text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Pedintes fazem de universidades um novo território para suas investidas

      
O enredo pode até variar, mas a história contada é sempre triste e vem afetando a rotina de estudantes de pelo menos quatro grandes universidades do Rio. No caso mais recente, em 27 de agosto, por pouco um pedinte não conseguiu sair com R$ 200 de uma sala do primeiro período de direito da Cândido Mendes de Ipanema. Só não atingiu seu objetivo porque alunos do segundo período avisaram aos colegas que o mesmo homem já tinha aparecido por lá seis meses antes.

- Ele entrou na sala e começou a contar uma história de que teve a filha seqüestrada, foi ameaçado de morte e precisava de mais de mil reais para voltar para o Nordeste. Todos se emocionaram e colaboraram. A sorte foi que os alunos do segundo período avisaram que ele veio com a mesma história antes e conseguimos fazer com que o dinheiro fosse devolvido. Só não entendo como uma pessoa entra assim na universidade. E ele ainda foi liberado antes da chegada da polícia - reclamou a estudante Raquel Araújo, de 18 anos.

A assessoria de imprensa da Cândido Mendes garantiu que, desde o incidente, vem reforçando a segurança, principalmente nos corredores da unidade, por onde passam diariamente mais de três mil pessoas. A mesma medida já havia sido tomada pela PUC no início deste semestre, mas novos casos continuam acontecendo.

- Há duas semanas, uma mulher entrou na sala durante a aula de ensino religioso. Dizia que a filha estava doente. ? chato porque já está ficando muito comum e afeta o andamento das aulas - disse a estudante do terceiro período de administração Bruna de Souza.

Na Uerj, além dos corredores, os laboratórios e centros acadêmicos têm sido o principal reduto dos pedintes. Gustavo Oliveira, estudante de comunicação social, admite que já caiu na lábia de um deles. Deu R$ 30 para o suposto dono de uma carrocinha de doces recuperar seu instrumento de trabalho, que teria sido apreendido. Meses depois, encontrou o pedinte num laboratório fazendo nova investida:

- Já fui abordado umas dez vezes. Quando reencontrei esse pedinte, ele ficou muito sem graça, mas deixei para lá - disse Gustavo.

Na UFRJ, o prefeito Hélio Alves disse que vem recebendo reclamações sobre pedintes em salas de aula. Segundo Hélio, a orientação é para não tratá-los com hostilidade. Mas soluções já estão sendo elaboradas:

- Esse é um dos motivos para adotarmos o controle de acesso aos prédios, que vem sendo estudado na universidade. Mas é um problema social. Temos que lidar com muito cuidado com essas situações, principalmente quando envolvem crianças - disse Hélio.

Fonte: O Globo
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.