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Educação a distância atinge dois milhões de brasileiros

      
Cerca de dois milhões de brasileiros, hoje, são alunos de algum tipo de curso a distância. Por televisão, pela internet, ou até mesmo pela velha carta, essas pessoas aumentam seus conhecimentos sobre o mundo, ampliam horizontes e vão galgando novos degraus em sua formação profissional. Tudo isso sem precisar se deslocar para uma sala de aula convencional. Por alguns dias, Salvador vai ser um dos principais centros de discussão desse tipo de ensino. Acontece aqui, até sexta-feira, o 11º Congresso Internacional de Educação a Distância, no Bahia Othon Palace (Ondina), que teve abertura oficial na noite de ontem. Em paralelo, acontece também o I Encontro de Educação a Distância dos Países de Língua Portuguesa.

Para muita gente, educação a distância parece ser uma coisa do futuro. Mas, na verdade, o Brasil já tem experiências desse tipo de ensino há pelo menos cem anos, com os tradicionais cursos por correspondência, que continuam com milhares de adeptos até hoje. As novas tecnologias, como televisão e computadores, apenas ampliaram as possibilidades da educação a distância. Hoje, é possível fazer cursos de graduação, por exemplo, numa universidade situada em outra cidade ou país, com ótimos resultados.

"Pesquisas feitas no exterior mostram que, quando um curso a distância é bem feito, o aproveitamento do aluno é maior do que numa sala de aula presencial", aponta o professor Fredic Litto, presidente da Abed. Ele observa que, nos cursos a distância, os alunos ficam menos dependentes do professor, debatem mais entre si e aprofundam melhor os assuntos. Mas o professor salienta que nem todo o mundo consegue se adaptar a esse tipo de aprendizado. "O aluno que precisa de muito `mimoï, de muita atenção presencial do professor, não aproveita bem a educação a distância. Mas o aluno mais maduro, que tem senso de responsabilidade e autonomia, esse pode se sair muito bem", observa. Não é à toa que a educação a distância vem sendo mais voltada para adultos do que para crianças e jovens.

Um dos temas importantes que serão discutidos no congresso internacional é a avaliação. Como distinguir os bons cursos oferecidos e como avaliar os alunos num curso a distância? "Se isso já é complicado num curso presencial, imagine num curso a distância", comenta o professor Alfredo Matta, que também está participando do congresso. Ele também chama a atenção para a primeira edição do Encontro de Educação a Distância dos Países de Língua Portuguesa, uma oportunidade de troca de experiências entre países que têm uma língua e muitas histórias em comum.

Fonte: Correio da Bahia
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