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Faculdade particular tem mais vagas à noite do que rede pública

      
Na contramão da realidade, são poucas as vagas em cursos noturnos oferecidos pelas instituições públicas de ensino superior em todo o país. No Estado, as faculdades particulares oferecem dez vezes mais oportunidades em cursos noturnos do que as públicas. Enquanto na rede pública são oferecidas 3.636 vagas, as privadas disponibilizam 36.490.

Os dados são preocupantes, em vista que os cursos superiores noturnos, em alguns casos, são a única alternativa para pessoas com menor poder aquisitivo, que não podem deixar o emprego, mas precisam de um curso de graduação para se qualificar.

Os números são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, e se baseiam nos dados do Censo da Educação Superior no período de 1995 a 2002.

Segundo o Inep, somente 31% das novas vagas criadas naquele período nas instituições públicas de ensino superior foram em cursos noturnos. Em contrapartida, nas instituições privadas foram abertas 67% de vagas.

Como a oferta de vagas na rede pública de ensino superior nos cursos diurnos aumentou num ritmo maior do que nos noturnos, a proporção de vagas noturnas abertas, em vez de aumentar, caiu de 40% para 37%.

Em nível nacional, do total de 1,1 milhão de alunos em instituições públicas de ensino superior, 376 mil (36%) estudam à noite e 675 mil (64%), de dia. Ao contrário da rede privada, que dos 2,4 milhões de alunos, 1,6 milhão (67%) estudam à noite.

Saionara Dias de Sales, 25 anos, engrossa as estatísticas. Gerente de loja, estudante do 2º ano do Curso de Administração e Comércio Exterior de uma faculdade particular, ela disse que passa o mês no sufoco pois emprega todo o salário no pagamento da mensalidade, de R$ 259.

"Isso porque consegui desconto de 20%, se não estaria pagando R$ 324. Além do apoio do meu marido, preciso vender produtos da Natura para arcar com as demais despesas", lamentou.

Ela lembrou que tentou três vezes passar no vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para estudar à noite, em cursos que não eram da sua preferência, mas não obteve sucesso.

"Deveria se dar oportunidade para quem realmente precisa, pois na Ufes estudam pessoas que podem pagar uma faculdade privada. Nas particulares, a maior parte dos alunos de menor poder aquisitivo está nos cursos noturnos", ressaltou.

A assessoria de imprensa da Ufes informou que a dificuldade orçamentária impede a ampliação do número de cursos, pois para atender a nova demanda, implicaria no aumento do quadro de servidores e professores. A Universidade tem 52 cursos de graduação, sendo 13 noturnos.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Espírito Santo foi procurado, mas os responsáveis não foram localizados.

Saiba mais
Estado.
As faculdades públicas capixabas oferecem 3.636 vagas para cursos noturnos; já as particulares oferecem 36.490 vagas

País. No país, do total de 1,1 milhão de alunos de faculdades públicas, 376 mil (36%) estudam à noite e 675 mil (64%) de dia; na rede privada, dos 2,4 milhões de alunos, 1,6 milhão (67%) estudam a noite

Novas vagas. De 1995 a 2002, 31% das novas vagas criadas nas instituições públicas de ensino superior foram em cursos noturnos; nas instituições particulares, esse percentual foi de 67%, no mesmo período

Federais. A rede pública de ensino é formada por instituições federais, estaduais e municipais. Nas federais houve aumento na proporção de vagas oferecidas à noite. No entanto, é nas federais que o percentual de vagas em 2002 era menor (25%) se comparado à rede estadual (40%) e municipal (76%)

Fonte: A Gazeta
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