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Mar e costa são "habitat" da carreira

      
Reconhecida internacionalmente como uma ciência emergente, mas de pouca divulgação, a oceanografia é atualmente considerada a "carreira do momento".

Disponível em apenas oito universidades em todo o país (veja no site www.educacaosuperior.inep.gov.br), sendo seis públicas e duas privadas, o curso coloca no mercado profissionais preparados para atuar na compreensão e na integração dos ecossistemas marinhos e costeiros.

Diferentemente do que muitos pensam, a graduação em oceanografia não está enquadrada entre os cursos de ciências biológicas, mas sim entre os cursos da área de exatas.

A razão, segundo a coordenadora do curso de oceanografia da Unimonte (Centro Universitário Monte Serrat), Cintia Miyaji, é simples: a oceanografia é uma ciência interdisciplinar que exige do aluno conhecimentos de matérias como biologia, física, geologia, matemática e química, todas de forma integrada.

Segundo Cintia, o curso se divide em quatro grandes ramos de atuação: oceanografia biológica, geológica, física e química, sendo que os módulos básicos também possuem disciplinas de cálculos.

"O aluno estuda todos os processos, como ondas, correntes, colunas d'água e fenômenos envolvendo conhecimentos em física, química, geologia e biologia."

Os cálculos permitem conhecer a velocidade das correntes marítimas, a troca de calor na atmosfera e a previsão de ondas e marés, além dos estudos de impacto ambiental em locais de exploração de algum organismo no mar.

Segundo Cintia, o oceanógrafo vai encontrar um mercado de trabalho carente de profissionais, em especial no Rio de Janeiro, onde a Petrobras mantém centros de pesquisa aplicados à exploração de petróleo, com foco na oceanografia física. Lá são formados apenas 15 profissionais por ano.

Em São Paulo, o forte do mercado de trabalho é prestar consultoria sobre impactos ambientais nas áreas costeiras e oceânicas.

Essas áreas diminuem a profundidade dos canais, provocando o assoreamento.

Para resolver o problema é necessário fazer uma dragagem, o que afeta o ambiente dos animais. "? preciso que haja um estudo da parte química [como dos compostos poluentes] e um estudo do habitat dos animais. E isso quem faz é o oceanógrafo", disse Cintia. Costa

Um campo de trabalho com abrangência nacional, de acordo com a professora, é o estudo denominado "Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva", feito nas 200 milhas de áreas costeiras (cerca de 350 km).

"O país costeiro é soberano na exploração dos recursos. Para isso precisamos saber quais são os que estão disponíveis para sabermos qual tecnologia teremos de utilizar na exploração."

Assim o oceanógrafo faz o mapeamento da região, identificando quais são os animais que vivem na área e qual o impacto e a conseqüência ambiental de uma experiência no local.

A profissão de oceanógrafo ainda não é regulamentada no Ministério do Trabalho, e os profissionais não contam com um conselho federal. O único instrumento de organização dos profissionais no país é a Aoceano (Associação Brasileira de Oceanografia).

Fonte: Folha de S.Paulo
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