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Greve complica a vida de vestibulandos

      
Depois de 18 dias letivos sem aulas, devido à greve dos servidores em educação, estudantes das escolas estaduais retornaram ontem aos estudos. O fim do movimento foi decidido durante assembléia realizada na quinta-feira passada. Mas algumas escolas retornaram às aulas ainda na sexta, como o Colégio Pedro II. A instituição iniciou a reposição dos dias parados, conforme afirmou a diretora geral, Elaine Botelho Antunes, e também aproveitou a véspera do feriado para repassar o conteúdo atrasado.

A Secretaria de Estado de Educação determinou, através da instrução normativa 03/2004, publicada no Minas Gerais, que as escolas estaduais façam a reorganização do calendário escolar, conforme os dias de paralisação integral. Mas todas deverão utilizar os sábados e dias anteriormente previstos como recesso escolar. Porém, não poderão ser utilizados os sábados que antecedem as eleições e o "Dia do Professor" e ainda os dias 20, 21 e 22 de dezembro, destinados ao planejamento do próximo ano letivo. A comemoração do Dia do Professor deverá ser antecipada para o dia 11 de outubro, reservando-se o período de 9 a 12 como recesso escolar.

Aluna do terceiro ano do segundo grau do Colégio Pedro II, Rosa Maria Barbosa, 17 anos, vai fazer vestibular para Engenharia de Produção, na UFMG, e Comunicação, na PUC. "A escola não me deu base nenhuma para prestar o concurso. A greve só atrapalha a vida dos alunos. Aproveitei os dias para ler os livros da Federal. Acho que a reposição de aulas é ilusão, os alunos não vêm e os professores aceleram com as matérias", reclamou. Também Corina Breyner da Cruz, 18 anos, vai prestar vestibular para Educação Física. "A greve só valoriza o professor. Quando não tem aulas, o aluno nunca estuda em casa", acredita ela, que confessa ter "caído na gandaia".

O Colégio Pedro II possui 2,2 mil alunos distribuídos em três turnos. "Já fiz o calendário e passei para os professores. Vamos montar um trabalho para a recuperação daqueles alunos que perderam nota, com plantões para reforço de conteúdo. Queremos mudar a visão negativa da recomposição de aulas. Os professores assumiram comigo o compromisso de fazer um trabalho documentado. Vão ter que fazer um planejamento da recomposição dos 18 dias. Vamos fazer uma Feira de Cultura para estimular os alunos a virem nos sábados à escola", disse a diretora do Colégio Pedro II, onde há 90 professores.

Conforme a SEE, apenas 68, das 3.925 escolas estaduais de Minas Gerais fizeram paralisação todos os dias e terão de repor 18 dias letivos. Já a direção do Sindicato énico dos Trabalhadores da Educação afirma que a greve atingiu 30% das escolas da Região Metropolitana de Belo Horizonte e 20% do interior. Os servidores que aderiram à greve só vão receber os dias parados depois de comprovar que fizeram a reposição. O retorno ao trabalho ocorreu depois da promessa do Governo de Minas de incorporar nos salários, a partir de 1º de fevereiro de 2005, parte dos abonos e gratificações. Segundo a direção do Sind-UTE, o próximo passo será a tabela salarial do Plano de Cargos e Salários, outra promessa feita durante as negociações. No próximo dia 25, os servidores farão uma nova assembléia para análise das negociações.

Fonte: Hoje em Dia
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